Resumo Trabalho

EFEITO DE PROGRAMAS DE INTERVENÇÃO NA PERCEPÇÃO DE AUTOEFICÁCIA PARA ATIVIDADE FÍSICA EM IDOSAS FISICAMENTE INDEPENDENTES

Autor(es): FABIANA CRISTINA SCHERER, CRISTIANO ISRAEL CAETANO, JOSÉ FRANCISO LÓPEZ-GIL, FERNANDO RENATO CAVICHIOLLI, ANDERSON DA SILVA HONORATO, BRUNA PRADO GOMES, CAMILA PEREIRA, RENATA PIRES TRICANICO MACIEL, DENILSON DE CASTRO TEIXEIRA

A AUTOEFICÁCIA (AE) REFERE-SE À CONFIANÇA OU CRENÇA DA PESSOA PARA A EXECUÇÃO DE ATIVIDADE ESPECÍFICA COM SUCESSO E PARECE SER IMPORTANTE PREDITOR DE DIFERENTES COMPORTAMENTOS DE SAÚDE, DENTRE ELES, A PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA (AF). DESTA FORMA, O OBJETIVO DESTE ESTUDO FOI ANALISAR O EFEITO DAS INTERVENÇÕES, VIDA ATIVA MELHORANDO A SAÚDE (VAMOS) E DANÇA DE SALÃO (DS), NA PERCEPÇÃO DE AE PARA AF EM IDOSOS FISICAMENTE INDEPENDENTES. OFERTOU-SE A DS TRÊS VEZES/SEMANA (60 MIN/SESSÃO) E, O VAMOS, UMA VEZ/SEMANA (90 MIN/SESSÃO). ESSAS INTERVENÇÕES DURARAM 12 SEMANAS E REALIZOU-SE EM CONTEXTO COMUNITÁRIO NA CIDADE DE LONDRINA-PR. PARTICIPARAM DO ESTUDO 56 IDOSAS (VAMOS= 30 E DS= 26; 70,46 ± 7,98 ANOS), QUE NÃO FREQUENTARAM PROGRAMAS ESTRUTURADOS DE AF NOS ÚLTIMOS TRÊS MESES, E COM FREQUÊNCIA NAS INTERVENÇÕES ≥75%. COLETOU-SE INFORMAÇÕES SOCIODEMOGRÁFICAS E DE PERCEPÇÃO DE AE PARA A AF, COMPOSTO PELA QUESTÃO PRINCIPAL, SEGUIDA POR 18 ITENS COM SITUAÇÕES QUE PODEM COMPROMETER A ADESÃO A PRÁTICA DE AF. CALCULOU-SE O ESCORE DE AE PELA MÉDIA DOS 18 ITENS E CLASSIFICOU-AS EM: BAIXA- 0 A 49, MÉDIA- 50 A 79 E ALTA AE PERCEBIDA- 80 A 100 PONTOS. VERIFICOU-SE O EFEITO DAS INTERVENÇÕES NA PERCEPÇÃO DE AE PELA ANÁLISE DE VARIÂNCIA (ANOVA) TWO-WAY PARA MEDIDAS REPETIDAS E IDENTIFICOU-SE A MAGNITUDE DAS DIFERENÇAS PELO EFFECT SIZE – ES (D DE COHEN). VERIFICOU-SE INDEPENDÊNCIA DAS INTERVENÇÕES E DO NÚMERO DE IDOSAS CLASSIFICADAS COM BAIXA, MÉDIA E ALTA PERCEPÇÃO DE AE, EM AMBOS OS MOMENTOS, PELO TESTE QUI-QUADRADO DE PEARSON E REALIZOU-SE A CORREÇÃO PELO TESTE DE MONTE CARLO. ADOTOU-SE O NÍVEL DE SIGNIFICÂNCIA DE 5%. OS RESULTADOS INDICAM EFEITO ISOLADO DO GRUPO NOS ITENS VISITAS (F= 4,370 E P= 0,041; ES= VAMOS: -0,28 E DS: 0,38) E OUTROS COMPROMISSOS (F= 5,724 E P= 0,020; ES= VAMOS: -0,27 E DS: -0,11), SENDO QUE PARA AMBOS OS ITENS O GRUPO DE DS APRESENTA MAIOR ESCORE. IDENTIFICOU-SE TAMBÉM EFEITO ISOLADO DO MOMENTO PARA ESTADO DEPRESSIVO (F= 8,483 E P= 0,005; ES= VAMOS: -0,52 E DS: -0,31), APRESENTANDO MELHOR ESCORE, INDEPENDENTEMENTE DO GRUPO, O MOMENTO PRÉ-INTERVENÇÃO. IDENTIFICOU-SE INTERAÇÃO GRUPO VS. MOMENTO PARA ESCORE DE AE (F= 3,950 E P= 0,052; ES= VAMOS: -0,33 E DS: 0,23), VISITAS (F= 5,931E P= 0,018; ES= VAMOS: -0,28 E DS: 0,38) E PRESSÃO DO LOCAL DE TRABALHO (F= 9,920 E P= 0,003; ES= VAMOS: -0,51 E DS: 0,44), COM O GRUPO DE DS APRESENTANDO MELHOR ESCORE. AO ANALISAR O PERCENTUAL DE IDOSAS NOS GRUPOS CLASSIFICADAS COM ESCORE DE AE MÉDIA A ALTA, CONSTATA-SE QUE O GRUPO DS APRESENTOU AUMENTO NESSES ESCORES (VAMOS: PRÉ= 73,4% E PÓS= 60%) E (DS: PRÉ= 76,9% E PÓS= 84,6%). NA ANÁLISE DE DEPENDÊNCIA ENTRE OS GRUPOS E AS CATEGORIAS DE PERCEPÇÃO DE AE OBSERVA-SE QUE NÃO HOUVE DEPENDÊNCIA (PRÉ: P= 0,826 E PÓS: P= 0,140). CONCLUI-SE QUE A INTERVENÇÃO DE DS AUMENTOU SIGNIFICATIVAMENTE A PERCEPÇÃO DE AE NOS ITENS ESCORE DE AE, VISITAS E PRESSÃO DO LOCAL DE TRABALHO. SUGERINDO QUE A DS PODE SER PROMISSORA PARA AUMENTO DA AE EM IDOSAS FISICAMENTE INDEPENDENTES.

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