Resumo Trabalho

COMPARAÇÃO DE VALORES CLÁSSICOS E ESPECÍFICOS DE IMPEDÂNCIA BIOELÉTRICA

Autor(es): CAROLINE GALAN DE SOUZA PEREIRA, CRISTIANO ISRAEL CAETANO, JOSÉ FRANCISO LÓPEZ-GIL, FERNANDO RENATO CAVICHIOLLI, BIANCA DIAS CORREA, CAMILA CORDEIRO BECEGATO, LUIS ALBERTO GOBBO

APESAR DA AMPLA UTILIZAÇÃO DA TÉCNICA DE BIOIMPEDÂNCIA (BIA) PARA AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL, A METODOLOGIA TEM SIDO APLICADA TAMBÉM PARA A AVALIAÇÃO DA INTEGRIDADE CELULAR E HIDRATAÇÃO EM HUMANOS. ENTRETANTO, DE ACORDO COM OS PRINCÍPIOS BIOFÍSICOS DA BIA, O CORPO HUMANO É CONSIDERADO COMO UM ÚNICO GRANDE CILINDRO (METODOLOGIA CLÁSSICA - BIACL), O QUE PODE PROPORCIONAR MAIORES ERROS NA ESTIMAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL. PARA QUE OS PARÂMETROS DE BIA RESISTÊNCIA (R) E REATÂNCIA (XC) POSSAM SER MENSURADOS COM ERROS MINIMIZADOS, AUTORES TEM SUGERIDO A METODOLOGIA ESPECÍFICA (BIASP), COM A DIVISÃO DO CORPO EM CINCO CILINDROS MENORES: MEMBROS SUPERIORES E INFERIORES DIREITO E ESQUERDO E TRONCO. PARA TANTO, ALÉM DAS VARIÁVEIS DE BIA, SÃO CONSIDERADAS MEDIDAS DE CIRCUNFERÊNCIAS DE BRAÇO RELAXADO (CBR), CINTURA (CCI) E PANTURRILHA (CPA). COMPARAR E CORRELACIONAR VALORES CLÁSSICOS E ESPECÍFICOS PODE SER DE UTILIDADE NA ESCOLHA DO MÉTODO MAIS ADEQUADO PARA ESTUDOS DISTINTOS. ASSIM, O OBJETIVO DESTE TRABALHO FOI COMPARAR VALORES DE R E XC OBTIDOS A PARTIR DE BIACL E BIASP EM ADULTOS E ANALISAR A CORRELAÇÃO DOS VALORES OBTIDOS A PARTIR DE AMBAS AS METODOLOGIAS COM A FORÇA MUSCULAR DE MEMBROS INFERIORES. A PRESENTE AMOSTRA FOI COMPOSTA POR ADULTOS JOVENS E IDOSOS (N = 42, IDADE MÉDIA = 50,2 ± 27,3 ANOS) DE AMBOS OS SEXOS FORAM AVALIADOS POR IMPEDÂNCIA BIOELÉTRICA. VALORES DE R E XC APRESENTADOS PELO EQUIPAMENTO FORAM REGISTRADOS COMO CLÁSSICOS, ENQUANTO PARA OS VALORES ESPECÍFICOS, R E XC FORAM MULTIPLICADOS POR FATORES DE CORREÇÃO AJUSTADOS POR CCI, CBR E CPA. TESTE FORÇA ISOMÉTRICA FOI REALIZADO PARA AVALIAÇÃO DA FORÇA DE EXTENSORES DE JOELHO. TESTE T DE STUDENT PARA AMOSTRAS DEPENDENTES FOI UTILIZADO PARA A COMPARAÇÃO ENTRE OS VALORES CLÁSSICOS E ESPECÍFICOS E ANÁLISE DA CORRELAÇÃO PARA AS CORRELAÇÕES ENTRE AS METODOLOGIAS E A FORÇA. OS VALORES ESPECÍFICOS DIFERIRAM DOS CLÁSSICOS (P<0,001), COM REDUÇÃO EM APROXIMADAMENTE 25% QUANDO CORRIGIDOS, TANTO PARA R QUANTO PARA XC. QUANDO A AMOSTRA FOI ESTRATIFICADA SEGUNDO SEXO E GRUPO ETÁRIO, APENAS O GRUPO DE JOVENS DO SEXO MASCULINO NÃO TIVERAM OS VALORES DE R E XC DIFERENTES (P>0,05). APÓS A CORREÇÃO PARA A BIASP, A REDUÇÃO DOS VALORES FOI DE 33%, 21% E 18% PARA MULHERES JOVENS, MULHERES IDOSAS E HOMENS IDOSOS, RESPECTIVAMENTE (P<0,001). NA ANÁLISE DE CORRELAÇÃO DOS VALORES ENTRE R E XC E FORÇA MUSCULAR, FORAM VERIFICADAS CORRELAÇÕES FRACAS, NEGATIVAS E NÃO SIGNIFICATIVAS PARA R (R=-0,287 E R=-0,163, RESPECTIVAMENTE), E POSITIVAS, MODERADAS E SIGNIFICATIVAS PARA XC, SENDO INCLUSIVE MAIS FORTES QUANDO UTILIZADA A METODOLOGIA ESPECÍFICA (R=0,362, P<0,05 E R=0,483, P<0,001, RESPECTIVAMENTE). A CORREÇÃO DOS VALORES PARA BIASP PROPORCIONOU REDUÇÃO DOS VALORES DE R E XC ESPECÍFICOS, TORNANDO-OS DIFERENTES DOS VALORES APRESENTADOS PELOS EQUIPAMENTOS (EXCETO PARA A POPULAÇÃO DE JOVENS DO SEXO MASCULINO), O QUE PODE PROPORCIONAR ESTIMATIVAS DE COMPOSIÇÃO CORPORAL E SAÚDE CELULAR ERRÔNEA.

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