Resumo Trabalho

RELAÇÃO ENTRE COMPOSIÇÃO CORPORAL E TAXA METABÓLICA DE REPOUSO EM MULHERES ACOMETIDAS POR CÂNCER DE MAMA

Autor(es): EDUARDO LESSA CESAR WITTEE, CRISTIANO ISRAEL CAETANO, JOSÉ FRANCISO LÓPEZ-GIL, FERNANDO RENATO CAVICHIOLLI, LUCIANA SILVA DE MELLO, JOÃO PEDRO SAMPAIO TIBURCIO, DALTON MULLER PESSOA FILHO, CASSIANO MERUSSI NEIVA, LUIZ GUSTAVO ALMEIDA DOS SANTOS e orientado por CASSIANO MERUSSI NEIVA

O CÂNCER DE MAMA É O TIPO MAIS COMUM DE CÂNCER ENTRE MULHERES, REPRESENTANDO QUASE 25% DE TODOS OS DIAGNÓSTICOS. O CONDICIONAMENTO FÍSICO TEM SIDO APONTADO COMO FATOR CAPAZ DE CONTRIBUIR PARA A REDUÇÃO DOS SINTOMAS DE DOR, FADIGA, TRANSTORNOS DO HUMOR E DISTÚRBIOS DO SONO, CONTRIBUINDO PARA O CONFORTO DO PACIENTE. ALÉM DISSO, O CONDICIONAMENTO FÍSICO ALTERA A TAXA METABÓLICA DE REPOUSO (TMR), EVITANDO O EXCESSO DE GORDURA CORPORAL, OSTEOPENIA, SARCOPENIA E APRIMORANDO DIFERENTES CAPACIDADES FÍSICAS, COMO A APTIDÃO DE FORÇA MUSCULAR E CARDIORRESPIRATÓRIA, BEM COMO O AUMENTO DA MASSA MAGRA CORPÓREA. ASSIM, O PRESENTE ESTUDO TEVE POR INTENSÃO AVERIGUAR O TIPO DE RELAÇÃO ENTRE AS VARIÁVEIS DA COMPOSIÇÃO CORPORAL E TMR, COM VISTAS À COMPREENSÃO DO PAPEL DA COMPOSIÇÃO CORPORAL SOBRE A FUNÇÃO DOS SISTEMAS CORPORAIS EM ESTADO DE REPOUSO ENTRE MULHERES EM FASE DE REABILITAÇÃO DO CÂNCER DE MAMA. FORAM SELECIONADAS 10 MULHERES SEDENTÁRIAS (50,5 ± 9,8 ANOS; 72,8 ± 13,1 KG; 1,63 ± 0,9 CM), PERTENCENTES À ONG AMIGAS DO PEITO (BAURU – SP). TODAS SE SUBMETERAM À AVALIAÇÃO DE TMR, EMPREGANDO CPET (QUARK, COSMED) PARA OBTENÇÃO DO GASTO CALÓRICO DIÁRIO BASAL (KCAL×DIA-1). O PROTOCOLO CONSISTIU NA AVALIAÇÃO EM JEJUM DE 10 HORAS, COM MEDIDAS NA POSIÇÃO DE VIGÍLIA (EM PÉ) DURANTE 10 MINUTOS E DEITADA EM DECÚBITO DORSAL DURANTE 20 MINUTOS, COM O VALOR MÉDIO OBTIDO PELA MÉDIA DE CADA PROCEDIMENTO DIVIDIDO POR DOIS. O TESTE DE COMPOSIÇÃO CORPORAL FOI REALIZADO POR ABSORCIOMETRIA DE RAIO-X DE DUPLA ENERGIA (DXA - HOLOGIC), OBTENDO-SE A MASSA GORDA (MG) E MASSA MAGRA ISENTA DA MASSA ÓSSEA (MM) PARA O CORPO TODO E REGIÕES DO BRAÇO, PERNA E TRONCO. OS DADOS FORAM TRATADOS QUANTO À NORMALIDADE POR SHAPIRO-WILK E O MÉTODO DE REGRESSÃO LINEAR MÚLTIPLA AVALIOU A RELAÇÃO ENTRE AS VARIÁVEIS PRIMÁRIAS (TMR, MG E MM). ADOTOU-SE NÍVEL DE SIGNIFICÂNCIA EM P≤0,05. OS RESULTADOS EXPRESSARAM QUE TMR (1651,70  206,19 KCAL×DIA-1; IC95%: 1504 – 1799 KCAL×DIA-1) SE ASSOCIOU ÀS VARIÁVEIS MM DO BRAÇO DIREITO (1,3  1,5 KG; IC95%: 2,4 ± 3,7 KG), MM PERNA ESQUERDA (15,2  8,6 KG; IC95%: 9,0 – 21,4 KG) E MG CORPORAL (39,4  11,6 KG; IC95%: 31,1 – 47,7 KG). O NÍVEL DE ASSOCIAÇÃO APRESENTADO ENTRE TMR E MM BRAÇO DIREITO (R = -0,55, P = 0,05), MM PERNA ESQUERDA (R = 0,64, P = 0,02) E MG CORPORAL (R = 0,64, P = 0,02) REVELA A IMPORTÂNCIA REGIONAL DA MM PARA OS VALORES DE TMR, BEM COMO O IMPACTO DE MG SOBRE O CUSTO DE ENERGIA EM REPOUSO. NO ENTANTO, DENTRE TAIS VARIÁVEIS, APENAS MM DE BRAÇO DIREITO E PERNA ESQUERDA EVIDENCIARAM POTENCIAL DETERMINÍSTICO SOBRE TMR (R2AJ = 0,527, P = 0,03 E EPE = 141,9 KCAL×DIA-1). ESSES RESULTADOS PERMITEM CONCLUIR QUE O DESENVOLVIMENTO DE MM REGIONAL CONTRIBUIU PARA AUMENTAR O CUSTO DE REPOUSO, ENQUANTO MG CORPORAL TAMBÉM EXERCE O MESMO PAPEL. PORÉM, ENQUANTO O AUMENTO DE MM TENDE A CONTRIBUIR PARA A PREDISPOSIÇÃO NAS TAREFAS MOTORAS DO COTIDIANO, MANUTENÇÃO DO PESO E VIDA ATIVA, POR SUA VEZ, A MG SUGERE BAIXA PARTICIPAÇÃO, SEGREGAÇÃO E TENDÊNCIA AO SEDENTARISMO.

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