Resumo Trabalho

RELAÇÕES ENTRE APTIDÃO DE FORÇA MUSCULAR E TAXA METABÓLICA BASAL EM JOVENS SEDENTÁRIOS DE AMBOS OS SEXOS

Autor(es): CAMILA MIDORI TAKEMOTO VASCONCELOS, CRISTIANO ISRAEL CAETANO, JOSÉ FRANCISO LÓPEZ-GIL, FERNANDO RENATO CAVICHIOLLI, LUIZ GUSTAVO ALMEIDA DOS SANTOS, DALTON MULLER PESSOA FILHO, LEANDRO OLIVEIRA DA CRUZ SIQUEIRA, EDUARDO LESSA CESAR WITTEE, DANILO ALEXANDRE MASSINI

O treinamento resistido (TR) estimula o aumento da forÇa muscular, a diminuiÇÃo do percentual de gordura e aumento da massa livre de gordura, aumentando o tecido metabolicamente ativo. Contudo, apesar do efeito concomitante sobre as alteraÇÕes de forÇa (F), massa magra (MM) e taxa metabÓlica basal (TMB), nÃo hÁ relatos contundentes de associaÇÃo entre esses parÂmetros, que no caso da aptidÃo de forÇa respaldaria a opÇÃo por TR como exercÍcios efetivo no controle ponderal por influenciar o gasto energÉtico basal diÁrio. Dessa forma, o presente estudo pretende contribuir com informaÇÕes especÍficas sobre a relaÇÃo entre aptidÃo de forÇa mÁxima (Fmax) e submaxima (Fsub) muscular sobre as variaÇÕes de TMB, entre homens e mulheres jovens, com vistas À importÂncia de Fmax e Fsub para o controle ponderal. Participaram do estudo indivÍduos do sexo feminino (n = 11; 32,9 ± 15,0 anos; 1,60 ± 0,06 cm; 64,2 ± 15,4 kg) e masculino (n = 18; 24,4 ± 8,3 anos; 1,80 ± 0,08 cm; 83,3 ± 20,7 kg). Todos foram avaliados quanto À Fmax pelo teste de 1RM e Fsub pelo teste de 11-15 repetiÇÕes mÁximas (RMs), nos exercÍcios de supino reto (SR) e leg-press 45º (LP45). A TMB consistiu na reposta mÉdia de V̇ O2 (Últimos 10 minutos) do teste de 30 minutos em posiÇÃo semi-pronada, sendo o V̇ O2 foi analisado respiraÇÃo-a-respiraÇÃo (Quark-Cosmed). Os dados foram analisados quanto À normalidade pelo teste de Shapiro-Wilk e as correlaÇÕes entre os produtos primÁrios (TMB, Fmax e Fsub) foram determinadas pelo coeficiente ajustado À amostra (R2aj) de regressÃo linear mÚltipla. Adotou-se nÍvel de significÂncia em p ≤ 0,05. Os resultados apontaram que TMB em mulheres (1636,6 ± 440,40 kcal×dia-1; IC95%: 1340,8 – 1932,5 kcal×dia1) e em homens (2185,6 ± 652,7 kcal×dia-1; IC95%: 1861,0 – 2510,2 kcal×dia-1) estÃo, respectivamente, relacionadas À resistÊncia de repetiÇÕes com Fsub em LP45 de mulheres (13,0 ± 1,7 RMs; IC95%: 11,9 -14,1 RMs) e homens (11,9 ± 1,7 RMs; IC95%: 11,0 – 12,7 RMs). O nÍvel de correlaÇÃo entre TMB e RMs no LP45 para as mulheres (R²aj = 0,69; p = 0,01 e EPE = 247,2 kcal×dia-1) e homens (R²aj = 0,14; p = 0,07 e EPE = 604,8 kcal×dia-1), demonstra que a aptidÃo de resistÊncia de forÇa, circunstanciada em RMs, apresenta uma maior tendÊncia em aumentar TMB, quando comparado Às variÁveis Fmax e Fsub. Provavelmente, esse fato ocorra por ser RMs uma variÁvel determinante da quantidade de trabalho mecÂnico realizado pelo mÚsculo durante o exercÍcio e, dessa forma, promover alteraÇÕes no metabolismo muscular com impacto sobre TMB, principalmente quando o exercÍcio ativa grande massa muscular. Sugere-se, portanto, que TR seja prescrito com cargas submÁximas que permitam uma faixa de repetiÇÕes entre 11-15 RMs e aplicados aos exercÍcios que engajam grandes mÚsculos, preferencialmente do membro inferior, com vistas ao aumento do dispÊndio energÉtico diÁrio basal.

Veja o artigo completo: PDF