Resumo Trabalho

RELAÇÕES ENTRE ÍNDICE DE MASSA CORPÓREA E PERCENTUAL DE GORDURA COM A TAXA METABÓLICA BASAL ENTRE HOMENS E MULHERES JOVENS.

Autor(es): JACQUELINE BEATRIZ SILVA NUSCH, CRISTIANO ISRAEL CAETANO, JOSÉ FRANCISO LÓPEZ-GIL, FERNANDO RENATO CAVICHIOLLI, LUIZ GUSTAVO ALMEIDA DOS SANTOS, CAMILA MIDORI TAKEMOTO VASCONCELOS, LARISSA TAKEHANA, LEANDRO OLIVEIRA DA CRUZ SIQUEIRA, DALTON MULLER PESSOA FILHO

O índice de massa corpórea (IMC) é uma medida antropométrica tradicional do excesso de gordura corporal (GC). Por outro lado, as alterações na Taxa Metabólica Basal (TMB) permitem identificar a propensão em evitar/reduzir GC. Dessa forma, estabelecer as relações entre TMB e parâmetros da diretos e indiretos da adiposidade, respectivamente, como GC, massa magra (MM) e IMC, podem auxiliar no foco primário de atenção durante um programa de atividade física direcionado ao controle ponderal, por informar o efeito das alterações de IMC e %G sobre TMB. Assim, o objetivo foi analisar a associação de IMC e %G com TMB, entre homens e mulheres, com vistas à identificação da magnitude e tipo de relação entre as variações de índices do excesso de peso e gordura corporal com o custo diário de energia. Selecionou-se 20 homens (22,5 ± 4,0 anos, 1,77 ± 0,08 m e 80,8 ± 20,6 kg), que se submeteram as avaliações de TMB (reposta média de V̇ O2 -últimos 10 minutos - do teste de 30 minutos em posição semi-pronada), IMC (kg/m2 ) e %G por dobras cutâneas (homens: Faulkner = {[(TR + ES + SP + AB)×0,153]+5,783]}; e mulheres: Faulkner = {[(TR + ES + SP + AB + CX)×0,8]×0,153}+5,783). Para as equações foram medidas as dobras cutâneas do tríceps (TR), escapular (ES), supra-ilíaca (SP), abdominal (AB) e coxa (CX). A partir do %G, determinou-se GC e MM. O V̇ O2 foi analisado respiração-a-respiração (CPET, Quark). Os dados foram analisados quanto à normalidade pelo teste de Shapiro-Wilk e as correlações entre os produtos primários (TMB, IMC e %G) foram determinadas pelo coeficiente ajustado à amostra (R2 aj) da regressão linear múltipla. Adotou-se nível de significância em p ≤ 0,05 e medidas de dispersão (IC95% e erro-padrão da estimativa – EPE). Os resultados demonstram que TMB (2160,7 ± 636,7 kcal/dia; IC95%: 1862,6 – 2458,8 kcal/dia), IMC (25,8  6,5 kg/m2 ; IC95%: 22,7 – 28,8 kg/m2 ), MM (63,8 ± 10,9 kg; IC95% = 58,6 – 68,9 kg) e CG (17,1 ± 10,9 kg; IC95%: 12,0 – 22,2 kg) estão correlacionados, respectivamente, com r = 0,60 (p = 0,002), r = 0,59 (p = 0,006) e r = 0,57 (p = 0,009). Porém, apenas IMC apresentou potencial determinístico sobre TMB (R2 aj = 0,33; p < 0,01; EPE = 522,1 kcal/dia). Todavia, os valores de IMC e %G (19,9 ± 6,5 %) indicam que a população analisada é, em média, eutrófica ou apresenta sobrepeso leve, apresentando relações entre IMC, %G e MM (r = 0,85, p < 0,001; r = 0,81, p < 0,001). Conclui-se, assim, que o aumento de IMC em populações sem risco, ou risco leve de enfermidades que acompanham GC, é o objeto alvo pois tem efeito direto sobre TMB. Porém, a recomendação do aumento de IMC para a prevenção e redução da adiposidade deve estar associado ao aumento de MM, pois também é um indicador da predisposição ao exercício físico.

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