Resumo Trabalho

O ESTADO DE HUMOR MONITORADO ATRAVÉS DO POMS PARA JOVENS FUTEBOLISTAS DURANTE A COPA SÃO PAULO DE FUTEBOL JÚNIOR 2019.

Autor(es): GUILHERME BORSETTI BUSINARI, CRISTIANO ISRAEL CAETANO, JOSÉ FRANCISO LÓPEZ-GIL, FERNANDO RENATO CAVICHIOLLI, DANILO RODRIGUES BATISTA, WELLINGTON GONÇALVES DIAS, LUCAS PIRES BARBOSA, FELIPE DE ORNELAS, TIAGO VOLPI BRAZ

A relação entre carga de treinamento e mudança de humor parece ser fundamental para quantificar o esforço imposto aos atletas, e promover a prevenção da fadiga física e, ou, psicológica. A escala perfil of mood states (POMS), tem sido um instrumento psicológico de grande utilidade usado para estudos de ciências esportivas. Desta forma, o objetivo do estudo foi investigar a utilização do POMS para avaliar e analisar o estado de humor de jovens futebolistas durante duas semanas. Participaram do estudo 20 jovens futebolistas (17,79 ± 1,23 anos; 72 ± 9,50 kg; altura 1,80 ± 0,08 m, IMC = 22,12 ± 2,00 kg/m²; e 11,04 ± 1 %Gordura) de uma equipe que disputou a Copa São Paulo de Futebol Júnior 2019. O desenho experimental foi composto por duas semanas e o processo de monitoramento realizado após a familiarização dos jogadores uma semana antes com a escala aplicada e o processo geral de controle. A primeira semana foi classificada como pré-competição (PCO), sem nenhum jogo válido ou amistoso. A segunda semana foi definida como competição (COM) e caracterizada pela presença de 3 jogos, sendo eles no primeiro, terceiro e sétimo dia dessa semana. O questionário POMS foi aplicado ao final de cada semana, às 8:30 horas da manhã, logo quando acordavam. As respostas dos sujeitos foram estabelecidas como confidenciais para reduzir a possibilidade de respostas falsas ou influências externas. Os atletas foram instruídos a registrar uma auto-avaliação sobre 65 itens através de uma escala de Likert de 5 pontos (0 a 4), sendo 0 – Nada, 1 – Um pouco, 2 – Moderadamente, 3 – Bastante e 4 - Muitíssimo. Os resultados originaram 6 itens associados ao estado de humor: tensão, depressão, raiva, vigor, fadiga e confusão. A partir da coleta de dados foi testada a normalidade pelo teste de Shapiro Wilk, e a comparação do PTHescore entre as semanas PCO vs COM utilizou-se o teste t, delta percentual e tamanho do efeito (d de Cohen), com p <0,05 como nível de significância. Foi verificado maior PTHescore na COM quando comparada com a PCO (97 ± 12 vs 131 ± 24, p < 0,001, d = 1,82, ∆% = 36%). Os resultados desse estudo corroboram com pesquisas anteriores, que consideram o humor como estados afetivos transitórios e flutuantes, onde os escores gerais das subscalas, quando combinados, podem afetar uma medida geral, citada como distúrbio total do humor. Conclui-se que a diferença do PTHescore entre as semanas PCO e COM apresentaram diferenças entre elas, representando alterações no estado de humor dos atletas frente as características da semana.

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