Resumo Trabalho

EFEITOS IMEDIATOS E TARDIOS DA FADIGA BILATERAL DE TORNOZELO NO CONTROLE POSTURAL DE ADULTOS JOVENS

Autor(es): TIAGO PENEDO, CRISTIANO ISRAEL CAETANO, JOSÉ FRANCISO LÓPEZ-GIL, FERNANDO RENATO CAVICHIOLLI, FELIPE BALISTIERI SANTINELLI, LUCAS SIMIELI, ELISA DE CARVALHO COSTA , LUIS FELIPE ITIKAWA IMAIZUMI, FABIO AUGUSTO BARBIERI

Manter um bom controle postural em pé é necessário para garantir máxima segurança durante a realização de tarefas cotidianas e esportivas. Contudo, fatores temporários, como a fadiga muscular, podem prejudicar o controle postural, causando aumento da oscilação postural imediatamente após a realização do exercício fatigante. Todavia, os efeitos da fadiga muscular podem ser duradouros, podendo interferir no controle postural por um período prolongado. Assim, o objetivo do estudo é investigar os efeitos imediatos e tardios da fadiga de muscular bilateral de tornozelo no controle postural de adultos jovens. Participaram do estudo 16 adultos jovens, que realizaram as seguintes tarefas: 1) avaliação postural (AIF); 2) contração voluntária máxima (CVM); 3) indução à fadiga (IF); 4) repetição dos itens 1 e 2 imediatamente após IF (IIF); 5) repetição do item 1 de 24 a 48 horas após IF (TIF). A oscilação postural foi avaliada por uma plataforma de força (200Hz), na qual os participantes permaneceram em apoio bipodal e foram instruídos a manter a posição ereta, o mais parado possível, com os pés afastados na largura do quadril, mantendo os braços estendidos e relaxados do lado do tronco e com o olhar dirigido a um alvo posicionado a 1m de distância e na altura dos olhos. Foram realizadas duas tentativas de 60s em cada momento (AIF, IIF e TIF). As CVMs de flexão plantar de tornozelo foram executadas na posição sentada em um leg press adaptado. Os participantes foram instruídos a aplicar a maior força por 5s, realizando duas tentativas antes e duas após a IF. A força produzida foi mensurada por uma célula de carga. Para a IF, os participantes realizaram repetidamente a tarefa de flexão plantar e dorsiflexão de tornozelo sob um step, mantendo a frequência de movimento em 0,5Hz controlada por metrônomo. O exercício foi interrompido quando o participante não conseguiu realizar mais nenhuma repetição ou não manteve a frequência de movimentos por cinco batidas consecutivas do metrônomo. Foram calculados os seguintes parâmetros do centro de pressão (CoP), nos sentidos anteroposterior (AP) e médio-lateral (ML): deslocamento, velocidade e Root Mean Square (RMS). Além disso, foi calculada a área do CoP. ANOVAs one-way foram utilizadas para comparar a CVM (momentos AIF e IIF) e os parâmetros do CoP (momentos AIF, IIF e TIF), ambas com medidas repetidas (p<0,05). Houve redução da força após IF (p≤0,05). Ainda, após IF houve aumento imediato (IIF) e tardio (TIF) do deslocamento ML (p≤0,003 e p≤0,02, respectivamente), do RMS ML (p≤0,009 e p≤0,05, respectivamente) e da área do CoP (p≤0,01 e p≤0,001, respectivamente). Ainda, houve aumento tardio (TIF) da velocidade ML (p≤0,05) e do RMS AP (p≤0,02) do CoP. Dessa forma, parece que o aumento da oscilação postural causado pela fadiga bilateral de tornozelo prejudica o controle postural de adultos jovens de maneira imediata e os efeitos permanecem por um período prolongado de 24 a 48h após o exercício. Apoio CAPES.

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