Resumo Trabalho

COMPARAÇÃO DE INTENSIDADE UTILIZADA, POR HOMENS TREINADOS EM FORÇA, EM EXERCÍCIOS MULTIARTICULAR E MONOARTICULAR DE MEMBROS SUPERIORES.

Autor(es): ANTONIO CARLOS TAVARES JUNIOR, CRISTIANO ISRAEL CAETANO, JOSÉ FRANCISO LÓPEZ-GIL, FERNANDO RENATO CAVICHIOLLI, FELIPE ALVES BRIGATTO, TIAGO VOLPI BRAZ, THIAGO PIRES DE OLIVEIRA, WELLINGTON MARTINS DOS SANTOS, JULIO WILSON DOS SANTOS

A INTENSIDADE UTILIZADA EM UM PROGRAMA DE TREINAMENTO DE FORÇA (TF) É UM COMPONENTE DA CARGA IMPORTANTE PARA A CORRETA MONITORAÇÃO E PROGRESSÃO DO TREINAMENTO. SUA ACERTADA MANIPULAÇÃO É CONDIÇÃO PARA MAXIMIZAR O DESEMPENHO E RESULTADOS, PROMOVENDO MUDANÇAS MORFOLÓGICAS, AUMENTO DA FORÇA E OUTRAS ADAPTAÇÕES FISIOLÓGICAS ESPERADAS PELA PRÁTICA REGULAR DO TF. A INTENSIDADE NO TF PODE SER OBTIDA PELO PERCENTUAL DE 1 REPETIÇÃO MÁXIMA VOLUNTÁRIA (1-RM), POR UM NÚMERO E OU INTERVALO DE REPETIÇÕES MÁXIMAS. PORÉM, A LITERATURA SOBRE O TEMA TEM APONTADO QUE EXISTE UMA VARIAÇÃO DE REPETIÇÕES MÁXIMAS ATINGIDAS, DE ACORDO COM O EXERCÍCIO, PARA UM MESMO PERCENTUAL DE CARGA MÁXIMA, O QUE PODE DIFICULTAR A PRESCRIÇÃO POR MEIO DESSE MÉTODO, SUPERESTIMANDO OU SUBESTIMANDO A INTENSIDADE PRETENDIDA. SOMA-SE O FATO DE QUE MUITOS TREINOS SÃO PRESCRITOS TOMANDO COMO REFERÊNCIA UM NÚMERO FIXO DE REPETIÇÕES, SENDO O PRATICANTE RESPONSÁVEL PELA AUTO SELEÇÃO DA SUA CARGA DE TREINAMENTO. PORTANTO, O OBJETIVO DESSE ESTUDO FOI VERIFICAR SE HOMENS TREINADOS EM FORÇA UTILIZAM INTENSIDADE ADEQUADA COM A PRESCRIÇÃO, PARA EXERCÍCIOS DE MEMBRO SUPERIORES MULTIARTICULAR, SUPINO RETO (SR), E MONOARTICULAR, ROSCA DIRETA (RD). PARTICIPARAM DO ESTUDO 24 HOMENS, COM IDADE MÉDIA DE 24,9±4,5, TREINADOS EM FORÇA HÁ PELO MENOS 1 ANO (1,5±0,3). A CARGA DOS TESTES FOI DETERMINADA UTILIZANDO A FICHA DE TREINAMENTO DOS SUJEITOS EM CONFERÊNCIA COM A PERGUNTA: “QUANTO DE PESO VOCÊ UTILIZA NESSE EXERCÍCIO, DURANTE OS SEUS TREINAMENTOS, PARA REALIZAR 10 REPETIÇÕES?”. APÓS AQUECIMENTO, TODOS REALIZARAM UMA ÚNICA SÉRIE DE SR E RD ATÉ ATINGIREM A FALHA CONCÊNTRICA, PARA COMPARAR SE AS INTENSIDADES PLANEJADAS E TREINADAS ERAM COMPATÍVEIS. PARA ESSA ANÁLISE FORAM CONSIDERADAS CARGAS CORRETAS AQUELAS EM QUE OS SUJEITOS FALHARAM ENTRE 8 E 12 REPETIÇÕES, POIS ERA A VARIAÇÃO CONTEMPLADA NAS PRESCRIÇÕES. A AMOSTRA APRESENTOU UMA DISTRIBUIÇÃO NORMAL, TESTADA COM SHAPIRO-WILK. UM TEST-T PAREADO COMPAROU DIFERENÇA NAS REPETIÇÕES ENTRE SR E RD. A SIGNIFICÂNCIA FOI ESTABELECIDA EM P < 0,05. OS RESULTADOS APONTARAM QUE 41,6% SUBESTIMARAM E 0,4% SUPERESTIMARAM A CARGA NO SR, ENQUANTO 75% SUBESTIMARAM A CARGA NA RD. HOUVE DIFERENÇA SIGNIFICANTE ENTRE O NÚMERO DE REPETIÇÕES REALIZADAS NO SR E RD (12±2,9 VS 14,9±3, P<0,001). CONCLUÍMOS QUE A MAIORIA DOS SUJEITOS DESSE ESTUDO (58%) TREINA NA INTENSIDADE PLANEJADA PARA O EXERCÍCIO SR, ENTRETANTO APENAS 25% DOS SUJEITOS CONSEGUIU SELECIONAR A CARGA ADEQUADA PARA O EXERCÍCIO RD. DA MESMA MANEIRA, O NÚMERO DE REPETIÇÕES REALIZADAS NO EXERCÍCIO RD FORAM SUPERIORES QUANDO COMPARADOS AO EXERCÍCIO SR, APONTANDO QUE O EXERCÍCIO MONOARTICULAR TEVE A CARGA SUBESTIMADA, QUANDO COMPARADO AO EXERCÍCIO MULTIARTICULAR DE MEMBRO SUPERIOR.

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