Resumo Trabalho

DESACERTOS E APOSTAS NO ENSINO DAS DANÇAS NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR

Autor(es): FLÁVIO SOARES ALVES, CRISTIANO ISRAEL CAETANO, JOSÉ FRANCISO LÓPEZ-GIL, FERNANDO RENATO CAVICHIOLLI, YARA APARECIDA COUTO

O ENSINO DAS DANÇAS NO ÂMBITO DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR, INFELIZMENTE, NÃO É UMA REALIDADE TÃO FREQUENTE QUANDO COMPARADA, POR EXEMPLO, AO ENSINO DOS ESPORTES, OU DE OUTRAS MANIFESTAÇÕES POPULARES DA CULTURA CORPORAL DE MOVIMENTOS. TENDO EM VISTA ESSE CENÁRIO, O OBJETIVO DESTE TRABALHO FOI REFLETIR SOBRE ALGUNS DESACERTOS RELACIONADOS AO ENSINO DAS DANÇAS E PROPOR ALGUMAS APOSTAS, QUE AFIRMEM O CABIMENTO E IMPORTÂNCIA DA DANÇA NO CONTEXTO ESCOLAR. QUE FACILIDADES E DIFICULDADES SE APRESENTAM PARA O PROFESSOR? QUE DIRECIONAMENTOS PODEM SER APONTADOS PARA ENCORAJAR OS PROFESSORES A TRABALHAR COM ESSE CONTEÚDO EM SUAS AULAS? TAIS INDAGAÇÕES SURGIRAM A PARTIR DE UMA EXPERIÊNCIA DE ENSINO DAS DANÇAS, DESENVOLVIDA NO CONTEXTO DE UMA DISCIPLINA DE MESTRADO PROFISSIONAL EM REDE NACIONAL – PROEF. AO REFLETIR SOBRE ALGUNS DESACERTOS FREQUENTEMENTE LIGADOS AO ENSINO DAS DANÇAS NAS ESCOLAS, TAIS COMO, O PRECONCEITO DE QUE “DANÇA É COISA DE MENINA”, AS “FALTAS” DA FORMAÇÃO INICIAL NO QUESITO DANÇA E A FALTA DE PRÁTICA DOS PROFESSORES COM A DANÇA, OBSERVAMOS QUE, MUITAS VEZES, ESSES DESACERTOS FUNCIONAM COMO ARGUMENTOS QUE DEMOVEM OS PROFESSORES DA IDEIA DE SE TRABALHAR COM ESSE CONTEÚDO NAS SUAS AULAS. ESSA INJUNÇÃO LEVA, NÃO RARAS VEZES, AO APAGAMENTO DA DANÇA DENTRO DA GRADE CURRICULAR, OU, AINDA A REAFIRMAÇÃO DE CERTAS PRÁTICAS, QUE ACABAM RESUMINDO O TRABALHO COM DANÇA A OCASIÕES FESTIVAS E FOLCLÓRICAS, QUE MAIS ENTRETÊM DO QUE PROPRIAMENTE EDUCAM, AO LEVAR PAIS, ALUNOS E PROFESSORES À FALSA IMPRESSÃO DE QUE A DANÇA SÓ PARECE TER CABIMENTO E FUNÇÃO PARA PROVER ESTAS OCASIÕES. NO ENTANTO, APESAR DE TANTOS DESACERTOS: É PRECISO APOSTAR! NESTE SENTIDO, A DISCIPLINA DE ENSINO DAS DANÇAS APRESENTOU PARA OS ALUNOS TRÊS DIFERENTES APOSTAS: A DANÇA CRIATIVA, A DANÇA DA CULTURA HIP-HOP E AS DANÇAS CIRCULARES. O QUE ALINHOU O TRABALHO COM ESSAS TRÊS DIFERENTES PRÁTICAS FOI O MODO COMO FORAM ABORDADAS, VALORIZANDO O EXERCÍCIO LÚDICO, CRIATIVO E EXPERIMENTAL DE PESQUISA E EXPLORAÇÃO DESSAS MODALIDADES JUNTO AOS ALUNOS. ASSIM, EM INTENSO PROCESSO DE REFLEXÃO E PESQUISA, AS AULAS FORAM SE CONSTITUINDO, COMO MOVIMENTOS VIVOS, EM QUE PROFESSORES E ALUNOS, JUNTOS, FORAM INSTIGADOS A CONHECER E APRENDER MAIS SOBRE ESSAS DANÇAS, TANTO NA ESFERA PROCEDIMENTAL, QUANTO NA CONCEITUAL E ATITUDINAL. PARA TANTO, FOI PRECISO DESLOCAR O ENTENDIMENTO DE AULA: AO INVÉS DE PENSA-LA COMO ESPAÇO DE INCULCAÇÃO DE TECNICISMOS PRESSUPOSTOS, A AULA TEVE QUE SER ENTENDIDA, E, PRINCIPALMENTE, VIVENCIADA, COMO ESPAÇO DE MOBILIZAÇÃO DE APOSTAS, ONDE AS PROPOSTAS DE ENSINO DÃO VEZ E VOZ ÀS DEMANDAS EM JOGO NO PROCESSO EDUCATIVO. DESTA FORMA, ABRINDO-SE ÀS INTENSIDADES DO LÚDICO, E AO TRABALHO DE PESQUISA E REFLEXÃO QUE DAÍ EMANA, VISLUMBRAMOS POSSIBILIDADES INTERESSANTES DE INSERÇÃO DA DANÇA NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR.

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