Resumo Trabalho

CONTRIBUIÇÃO DA PRÁTICA DO HANDEBOL NO DESENVOLVIMENTO DAS HABILIDADES MOTORAS EM ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL NA CIDADE DE IRACEMA-RR.

Autor(es): ROSINILDO GALDINO DA SILVA, CRISTIANO ISRAEL CAETANO, JOSÉ FRANCISO LÓPEZ-GIL, FERNANDO RENATO CAVICHIOLLI, ANTONIO CARLOS SOUSA SILVA, FRANCISCA ROCHA GOMES

O desenvolvimento das habilidades motoras É de fundamental importÂncia para o ser humano, pois durante sua vida este se apropria do repertÓrio motor adquirido para a realizaÇÃo das mais diversas atividades como andar, correr, arremessar, saltar, dentre outras. Muito desse repertÓrio É construÍdo na escola durante as aulas de educaÇÃo fÍsica ou de na prÁtica do desporto escolar. O objetivo deste trabalho foi avaliar a contribuiÇÃo da prÁtica do handebol para o desenvolvimento das habilidades motoras em alunos de uma escola do ensino fundamental na cidade de Iracema-RR. Participaram deste estudo 30 alunos entre 10 e 13 anos de idade, de ambos os gÊneros, divididos entre os que participavam apenas das aulas de educaÇÃo fÍsica- EF e os que haviam iniciado recentemente o treinamento de handebol escolar– HB, com 15 participantes em cada grupo. Cada participante realizou um teste prÉ e um pÓs com um perÍodo de 90 dias entre ambos, no qual se realizavam ou aulas de educaÇÃo fÍsica ou treinamento de handebol, formando-se para efeitos de anÁlise de resultados os grupos prÉ e pÓs de alunos que participavam das aulas de educaÇÃo fÍsica – PREF e PSEF e os grupos prÉ e pÓs de alunos que praticavam o handebol – PRHB e PSHB. Os testes foram realizados de acordo com o Manual do Projeto Esporte Brasil – PROESP e envolveram o arremesso de bola de medicineball, salto horizontal, teste do quadrado e corrida de 20 metros. Os dados foram tabulados e expressos como mÉdia e desvio padrÃo e para determinar a diferenÇa entre as mÉdias foi realizada uma anÁlise de variÂncia (ANOVA) seguida do teste de Tukey a 5% de significÂncia. Os resultados para o arremesso de medicineball indicaram nÃo haver diferenÇa nos escores dos testes prÉ e pÓs em ambos os grupos (PREF- 2,52±0,40; PSEF- 2,55±0,36; PRHB- 2,78±0,51; 2,98±0,60m), o que tambÉm foi observado para os testes de salto horizontal (PREF- 1,53±0,18; PSEF- 1,40±0,13; PRHB- 1,60±0,12; 1,61±0,16m). Entretanto, quando observamos os resultados gerais, tanto o arremesso (HB- 2,88±0,56; EF- 2,53±0,37m) quanto o salto (HB- 1,60±0,14; EF- 1,37±0,16m) dos alunos de handebol foram significativamente superiores ao dos que participaram apenas das aulas de educaÇÃo fÍsica. O teste do quadrado nÃo apresentou diferenÇa significativa tanto no prÉ e pÓs perÍodo quanto nas mÉdias gerais dos praticantes de handebol e dos alunos da educaÇÃo fÍsica. O teste de velocidade igualmente nÃo apresentou diferenÇa significativa nos testes prÉ e pÓs perÍodo de treinamento ou aula de educaÇÃo fÍsica, entretanto a mÉdia geral dos praticantes de handebol apresentou performance melhor do que os alunos da educaÇÃo fÍsica (HB- 4,04±0,37; EF- 4,39±0,42s). Com base nos dados obtidos concluÍmos que o perÍodo e o modelo de treinamento de handebol utilizado neste estudo nÃo foram eficazes para a melhora do desempenho nos teste das habilidades motoras avaliadas. Email: rosinildo.silva@ufrr.br

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