Resumo Trabalho

A INFLUÊNCIA DO DANO MUSCULAR INDUZIDO PELO EXERCÍCIO NA RESPONSIVIDADE À POTENCIALIZAÇÃO PÓS-ATIVAÇÃO: UM ESTUDO A PARTIR DE SALTOS COM CONTRAMOVIMENTO

Autor(es): VICTOR ALVINO DE SOUZA, CRISTIANO ISRAEL CAETANO, JOSÉ FRANCISO LÓPEZ-GIL, FERNANDO RENATO CAVICHIOLLI, RENAN VIEIRA BARRETO, LEONARDO COELHO RABELLO DE LIMA

EvidÊncias sugerem que mÚsculos com maior incidÊncia de fibras do tipo II sÃo mais responsivos À potencializaÇÃo pÓs-ativaÇÃo (PAP) devido À sua maior velocidade de contraÇÃo. NÃo obstante, o dano muscular induzido pelo exercÍcio (DM) parece afetar particularmente fibras do tipo II. Considerando que tanto a PAP quanto o DM sÃo frequentemente observados em fibras musculares do tipo II, o presente estudo tem como objetivo avaliar se o DM induzido por exercÍcio pliomÉtrico interfere na capacidade de produÇÃo de forÇa e potÊncia de membros inferiores e se um prÉ-condicionamento de alta intensidade induz o efeito da PAP mesmo numa condiÇÃo de DM. Participaram oito jovens universitÁrios fisicamente ativos, sem experiÊncia recente com treinamento resistido e sem histÓrico de lesÕes nos membros inferiores e na coluna vertebral. Todos os voluntÁrios realizaram cinco saltos com contramovimento (SCM) e trÊs contraÇÕes voluntÁrias isomÉtricas mÁximas (CVIM) de extensÃo de joelho para avaliaÇÃo da altura de salto e capacidade de produÇÃo de forÇa, respectivamente. Os SCM foram avaliados em condiÇÃo controle – sem induÇÃo de PAP – e condiÇÃo experimental – com a induÇÃo da PAP – na qual foi realizado um protocolo de cinco repetiÇÕes mÁximas (5RM) no exercÍcio de agachamento quatro minutos antes. Posteriormente, e nos dois dias subsequentes, os voluntÁrios realizaram os mesmos protocolos de avaliaÇÃo de performance com a presenÇa do DM, induzido por meio de 30 repetiÇÕes de drop-jumps (DJs) com sobrecarga de 20% da massa corporal. A dor muscular foi avaliada antes, imediatamente apÓs e nos dois dias subsequentes ao protocolo de induÇÃo de DM. A capacidade de produÇÃo de forÇa teve uma diminuiÇÃo aparente de 13%, imediatamente apÓs a induÇÃo do DM. ApÓs 24h e 48h, a diferenÇa percentual foi diminuÍda para 8% e 4% respectivamente. (PrÉ: 280,31±59,14; PÓs: 241,97±41,60; 24h: 256,17±52,21; 48h: 267,7±61,63). Em condiÇÃo controle, houve diminuiÇÃo de 3% na altura de salto. Apesar disso, houve um aumento visÍvel de 3% e 7%, respectivamente, nos dois dias subsequentes ao DM (PrÉ: 32,82±6,15; PÓs: 31,98±6,30; 24h: 33,79±6,12; 48h: 34,99±6,03). Houve um aumento sutil na percepÇÃo subjetiva da DOR (PrÉ: 0,41±0,64; PÓs: 0,97±1,16; 24h: 1,68±1,90; 48h: 1,53±1,49) o que corrobora com a ocorrÊncia do DM. Em condiÇÃo experimental, sem DM, a altura de salto, aparentemente, aumentou 6% em relaÇÃo a condiÇÃo controle prÉ DM. Com a presenÇa do DM houve um pequeno aumento aparente, 1%, imediatamente apÓs sua induÇÃo, porÉm nos dois dias subsequentes a PAP nÃo foi capaz de aumentar a altura do salto, o qual diminuiu 1,7% em relaÇÃo a condiÇÃo controle no mesmo perÍodo. Portanto, aparentemente o DM interfere na capacidade de produÇÃo de forÇa e potÊncia, inibindo o efeito da PAP ao longo do tempo. Apoio FAPESP (processo 2018/05671-4). E-mail: victor.alvino12@hotmail.com

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