Resumo Trabalho

RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE A OFICINA DE ATIVIDADES LÚDICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL: DESAFIOS E CONTRIBUIÇÕES PARA O DESENVOLVIMENTO INTEGRAL DA CRIANÇA

Autor(es): GABRIELA SIMÕES SILVA, CRISTIANO ISRAEL CAETANO, JOSÉ FRANCISO LÓPEZ-GIL, FERNANDO RENATO CAVICHIOLLI, ELIZÂNGELA CELY DA SILVA OLIVEIRA, THAMIRES CECÍLIO MELO RIBEIRO

A EducaÇÃo Infantil (EI), segundo a LDB, É a primeira etapa da EducaÇÃo BÁsica (EB) e tem como objetivo o desenvolvimento integral –fÍsico, psicolÓgico, social e intelectual, da crianÇa de 0 a 5 anos. Somado a isso, a EducaÇÃo FÍsica (EF) É componente curricular obrigatÓrio da EB, logo deveria contemplar tambÉm a EI. Na prÁtica, ao realizar o EstÁgio Curricular Supervisionado na EI os estagiÁrios de EF da UFRRJ, em sua maioria, percebem que nÃo hÁ professor de EF nessa modalidade de ensino, na qual a professora unidocente fica na incumbÊncia de realizar atividades com suas crianÇas. Visto esse contexto, duas professoras-estagiÁrias foram convidadas para realizar uma oficina de atividades lÚdicas na EI para um grupo de futuros professores do Curso Normal (CN)/ FormaÇÃo de Professores (FP), que poderÃo deparar-se futuramente com essa problemÁtica. O objetivo desse trabalho foi analisar as contribuiÇÕes da oficina de atividades lÚdicas na EI, realizada com futuros professores do Curso Normal. A oficina teve duraÇÃo de duas horas, sendo 40m de roda de conversa e explanaÇÃo teÓrica e 1h20m de prÁtica com atividades lÚdicas – jogos, brinquedos e brincadeiras, com 50 alunos do 1º ano, de ambos os sexos e diferentes faixas etÁrias. Ao iniciar a anamnese sobre a EI, ludicidade, contribuiÇÕes das atividades lÚdicas para as crianÇas e os documentos/ leis (LDB, DCNEI, RCNEI, por exemplo) que a regem, percebeu-se que os alunos, talvez por estarem cursando o 1º ano do CN, pareciam nÃo possuir conhecimentos sobre o assunto. Nesse sentido, as oficineiras buscaram explanar os conteÚdos teÓricos de forma dinÂmica, buscando agregar os saberes dos alunos. Em dado momento, lanÇou-se a problemÁtica entre os normalistas e os professores de EF, na qual, muitas vezes escolas que atendem a EI nÃo tem professor de EF, virando incumbÊncia do professor unidocente realizar atividades com as crianÇas. Esse nÃo É o modelo ideal de ensino, pois a presenÇa do professor de EF É fundamental na EB, porÉm, buscou-se abordar alÉm do ideal, trabalhando a realidade escolar. Nesse momento foram realizadas diversas atividades prÁticas, nas quais os alunos participaram de forma engajada e motivada, com maior dedicaÇÃo para aprender. Os resultados, de maneira geral, indicam que É muito importante que essa temÁtica seja discutida com os futuros professores unidocentes, alÉm de serem realizadas oficinas desse teor ainda no CN/ FP para que os alunos recebam uma formaÇÃo ampla, rica e reconhecendo diferentes realidades que poderÃo encontrar ao assumir a docÊncia. AlÉm disso, percebeu-se que ao dialogar sobre o conteÚdo teÓrico, relacionando-o com a prÁtica nas atividades realizadas, e projetar toda essa experiÊncia teÓrico-prÁtica para um futuro prÓximo, na qual esse conhecimento poderÁ ser utilizado, a oficina ficou mais proveitosa e atraente, pois os alunos perceberam que o que estava sendo dito e feito agregaria em sua formaÇÃo, alÉm de ser utilizado em sua futura profissÃo docente.

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