Resumo Trabalho

ESTRATÉGIA DO TAPERING AO FINAL DE 10 SEMANAS DE TREINAMENTO É EFICIENTE PARA O DESENVOLVIMENTO DA VELOCIDADE MÉDIA EM 5000 METROS DE UM ATLETA AMADOR DE CORRIDA?

Autor(es): RODRIGO DANTAS DE CAMPOS, CRISTIANO ISRAEL CAETANO, JOSÉ FRANCISO LÓPEZ-GIL, FERNANDO RENATO CAVICHIOLLI, FELIPE DE ORNELAS, JHENIPHER MONIKY ROSOLEM, WILLIAN JORGE MENDES, JULIO BENVENUTTI BUENO DE CAMARGO, TIAGO VOLPI BRAZ

A utilizaÇÃo de estratÉgias para a melhora no desempenho de corrida tem sido amplamente buscada com a finalidade de obter bons resultados na modalidade, e o tapering parece ser uma manipulaÇÃo eficaz para atingir tal proposito, mas, É possÍvel que tal estratÉgia possa beneficiar a velocidade mÉdia em um atleta amador, dentro de um perÍodo de 10 semanas. O objetivo do presente estudo foi verificar se a estratÉgia do tapering É eficiente para desenvolver a velocidade mÉdia em 5000 metros de um atleta amador de corrida. O presente trabalho trata-se de um estudo de caso longitudinal descritivo. Participou da pesquisa um atleta amador de corrida em provas de 5000 metros (21 anos, 59 kg, 183cm, 7 sessÕes semanais, 3 com predomÍnio neuromuscular – forÇa + flexibilidade e 4 com predomÍnio metabÓlico – resistÊncia motora). O mesmo foi monitorado durante 10 semanas (31 sessÕes de resistÊncia motora do mÉtodo intervalado e contÍnuo). Foi adotada a estratÉgia do tapering pela reduÇÃo de 39,5% do volume semanal em metros nas semanas 9 e 10 quando comparada a mÉdia das semanas 1 a 8 (26662m vs 16125m, respectivamente). Nas semanas de tapering foi mantida a mesma intensidade das sessÕes de corrida das semanas 1 a 8 (intervalado e contÍnuo). O volume diÁrio de treinamento foi calculado pela distÂncia percorrida durante as 31 sessÕes sendo monitorado por sistema de GPS acoplado ao relÓgio Polar V800®. Os dados foram transferidos para o software Polar FlowSync®, sendo exportado para planilha do Microsoft Excel®. Durante as 10 semanas da pesquisa, o sujeito simulou 4 testes de 5000 metros (semanas 1, 4, 7 e 10) em pista de atletismo de 400 metros, padronizando horÁrio, vestimenta, temperatura (25 a 30 graus via Polar V800) e mantendo ingesta nutricional padrÃo (60% carboidratos, 25% lipÍdios e 15% proteÍnas). Para o estudo, foi considerada a velocidade mÉdia em km/h atingida no percurso de 5000 metros (VM5000m). Como trata-se de um estudo de caso com estratÉgia especÍfica e individual adotou-se apenas estatÍstica descritiva (mÉdia, desvio padrÃo e delta percentual). Os resultados descritivos foram: Semana 1= 27000m, Semana 2= 22000m, Semana 3= 23200m, Semana 4= 31000m, Semana 5= 33000m, Semana 6= 29000m, Semana 7= 28000, Semana 8= 20100m, Semana 9= 17000m, Semana 10= 15250m. Os valores de VM5000m foram Semana 1 = 17,30 km/h, Semana 4 = 16,60 km/h, Semana 7 = 17,50 km/h, Semana 10 = 18.49 km/h. ApÓs perÍodo do tapering foi verificado melhoria de 6,9% na VM5000m quando comparado com a semana 1. Conclui-se que a estratÉgia de tapering com reduÇÃo de 39,5% do volume promoveu melhoria na velocidade mÉdia nos 5000m do atleta amador de corrida estudado.

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