Resumo Trabalho

OS DESAFIOS DE UMA ENTIDADE ESPORTIVA PARA DESENVOLVIMENTO DO ESPORTE PARALÍMPICO

Autor(es): GIOVANNA AP.DIGROCCO CAMARGO, CRISTIANO ISRAEL CAETANO, JOSÉ FRANCISO LÓPEZ-GIL, FERNANDO RENATO CAVICHIOLLI, FELIPE DE PILLA VAROTTI

Atualmente o esporte paralÍmpico vem ganhando certo destaque no cenÁrio esportivo nacional. Os resultados positivos nas Últimas ediÇÕes dos Jogos ParalÍmpicos e a consequente ampliaÇÃo de exposiÇÃo nas mÍdias contribuÍram para esse desenvolvimento. No meio acadÊmico, alguns estudos discutem o benefÍcio do esporte adaptado para as pessoas com deficiÊncia (PCD), demonstrando sua relevÂncia para a socializaÇÃo e melhoria da qualidade de vida. Entretanto, ainda sÃo incipientes os estudos relacionados ao sistema paradesportivo nacional. Pouco se conhece sobre os desafios vivenciados por entidades e organizaÇÕes esportivas para fazer com que o esporte paralÍmpico aconteÇa de fato, na “ponta” desse processo. Diante desse cenÁrio e por meio de uma pesquisa qualitativa, analisamos os obstÁculos e facilitadores vivenciados por uma entidade esportiva no municÍpio de Suzano/SP, segundo a Ótica de sua gestora, para desenvolvimento de projetos esportivos para as PCD. A escolha da gestora se deve ao fato da mesma ser responsÁvel por tomar decisÕes, bem como planejar, organizar e controlar as atividades realizadas. Para anÁlise dos resultados, dividimos e classificamos as informaÇÕes coletadas em duas categorias: facilitadores e obstÁculos. Segundo a entrevistada, a realizaÇÃo dos Jogos ParalÍmpicos (JP) no Rio 2016, favoreceu o desenvolvimento de projetos esportivos na Área. A exposiÇÃo na mÍdia fez com que a sociedade pudesse ver as capacidades dos atletas e PCD, estimulando novos participantes a procurarem a prÁtica esportiva. Na sua percepÇÃo, os JP tambÉm contribuÍram para o aumento de investimentos na Área e para ampliar a possibilidade de patrocÍnios e parcerias. O projeto em que atua conta com a parceria de uma empresa privada, que oferece emprego e condiÇÕes de treinamento aos atletas. Como obstÁculos, a gestora identificou a rotatividade dos profissionais que atuam na Área, pela falta de interesse para com o esporte paralÍmpico. A falta de incentivo do poder pÚblico tambÉm se torna um desafio. SÃo poucos os investimentos ou incentivo obtidos da prefeitura e de ÓrgÃos pÚblicos. E a falta de recursos como alimentaÇÃo e transporte dificultam o acesso de PCD para a prÁtica do esporte. Outro ponto destacado foi a falta de acessibilidade para algumas instalaÇÕes esportivas existentes no municÍpio, o que limita a realizaÇÃo de algumas modalidades. Apesar dos resultados demonstrarem a opiniÃo da gestora de apenas uma entidade esportiva, entendemos que tal situaÇÃo possa ser vivenciada por outras entidades existentes em nosso paÍs. Muitas entidades necessitam de parcerias e contam com doaÇÕes e boa vontade de seus dirigentes e participantes para continuarem existindo. Dessa forma, esperamos ampliar a discussÃo sobre o cenÁrio dessas entidades e contribuir com subsÍdios que possam alertar a iniciativa pÚblica ou privada para a necessidade de maiores investimentos junto ao esporte para as PCD.

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