Resumo Trabalho

PERCEPÇÃO DE SAÚDE DE FREQUENTADORES DAS ACADEMIAS AO AR LIVRE DE UBERABA-MG DE ACORDO COM O NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA

Autor(es): DEBORA BERNARDO DA SILVA, CRISTIANO ISRAEL CAETANO, JOSÉ FRANCISO LÓPEZ-GIL, FERNANDO RENATO CAVICHIOLLI

A prÁtica regular de atividade fÍsica apresenta-se eficaz na prevenÇÃo e controle de doenÇas crÔnicas nÃo transmissÍveis. Atualmente os parques e as praÇas tÊm sido associados a um bom nÍvel de atividade fÍsica, jÁ que sÃo considerados ambientes propÍcios para esta prÁtica, sem custo financeiro para os usuÁrios e de fÁcil acesso À populaÇÃo local. A atual recomendaÇÃo da OrganizaÇÃo Mundial de SaÚde (OMS) para a prÁtica de atividade fÍsica aerÓbica para adultos preconiza a prÁtica de 150 minutos semanais e as Academias ao Ar Livre (AAL) sÃo importantes estruturas que contribuem para a promoÇÃo da saÚde e aumento do nÍvel de atividade fÍsica da populaÇÃo que frequenta estes locais. O objetivo deste trabalho foi verificar a percepÇÃo de saÚde dos usuÁrios das AAL de Uberaba-MG de acordo com o nÍvel de atividade fÍsica. Participaram da pesquisa 148 pessoas (87 mulheres e 61 homens). Os dados foram coletados atravÉs de entrevista “in locu” em nove AAL instaladas em Uberaba-MG. A coleta ocorreu em trÊs dias (dois no meio de semana e um de final de semana) e em trÊs horÁrios distintos em cada AAL (7hrs Às 9hrs, 11hrs Às 12hrs e das 17hrs Às 19hrs). O nÍvel de atividade fÍsica foi coletado atravÉs do International Physical Activity Questionnaire (IPAQ). Os indivÍduos foram classificados em duas categorias (ativos fisicamente e insuficientemente ativos) de acordo com a recomendaÇÃo de prÁtica de atividade fÍsica para adultos da OMS. A percepÇÃo de saÚde foi recolhida atravÉs de uma pergunta com cinco opÇÕes de resposta, “Em geral vocÊ diria que sua saÚde É: 1) excelente; 2) muito boa, 3) boa; 4) ruim; 5) muito ruim”. Os dados foram tabulados no programa Excel e realizada a estatÍstica descritiva de ambas as variÁveis. O nÍvel de atividade fÍsica foi de, insuficientemente ativos 32,0% (n=47) e ativos fisicamente 68,0% (n=101). A percepÇÃo de saÚde dos participantes ficou alocada em excelente 9,5% (n=15), muito boa 32,0% (n=47), boa 55,1% (n=81), ruim 3,4% (n=5) e muito ruim 0%. Dentre os indivÍduos ativos fisicamente e insuficientemente ativos, respectivamente, 67,6% e 29,0% percebem a saÚde como excelente, muito boa ou boa, e 0.7% e 2,7% como ruim ou muito ruim. Conclui-se que a prevalÊncia de usuÁrios das AAL com melhor percepÇÃo de saÚde É maior entre os ativos fisicamente em relaÇÃo aos insuficientemente ativos. Este fato pode contribuir para que estas pessoas continuem realizando atividades fÍsicas regularmente e auxiliando no controle e prevenÇÃo de doenÇas crÔnicas nÃo transmissÍveis.

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