Resumo Trabalho

GASTOS COM MEDICAMENTOS ENTRE ADULTOS COM DOENÇAS CARDIOVASCULARES ATENDIDOS PELO SUS: INFLUÊNCIA DO COMPORTAMENTO SEDENTÁRIO E OBESIDADE ABDOMINAL

Autor(es): SUELEN JANE RICARDO, CRISTIANO ISRAEL CAETANO, JOSÉ FRANCISO LÓPEZ-GIL, FERNANDO RENATO CAVICHIOLLI, MARIA CAROLINA CASTANHO SAES NORBERTO, CHARLES RODRIGUES JUNIOR, JUZIANE, MONIQUE YNDAWE CASTANHO ARAUJO, JAMILE SANCHES CODOGNO

Comportamento sedentário, assim como obesidade abdominal estão associados ao diagnóstico de doenças cardiovasculares, as quais são responsáveis por elevados índices de mortalidade e custos com utilização de serviços de saúde. No entanto, pouco se sabe sobre carga econômica de ambos os fatores de risco implicados aos gastos com serviços de saúde associados às doenças cardiovasculares. O objetivo da pesquisa foi verificar se a combinação de comportamento sedentário e obesidade abdominal elevam gastos com medicamentos entre adultos com doenças cardiovasculares, atendidos pela atenção primária de saúde pública. Gastos com medicamentos foram calculados considerando o numero de unidades utilizadas multiplicadas pelo valor em reais (R$), de cada medicamento. Tais informações foram verificadas por meio de registros nos prontuários médicos dos pacientes, ao longo de 12 meses retroativos à data da coleta. Obesidade abdominal foi detectada por valores de circunferência de cintura ≥88 cm para mulheres e ≥102 cm para homens. Tempo diário em comportamento sedentário foi verificado por meio de instrumento que quantifica, em minutos, as atividades referentes a tal comportamento. Indivíduos foram classificados com alto comportamento sedentário (ACS) quando relataram ≥8 horas diárias e com baixo comportamento sedentário (BCS) quando relataram <8 horas diárias. Para análise estatística, indivíduos foram divididos em três grupos, considerando o cluster de comportamento sedentário e obesidade abdominal, sendo: i) grupo de indivíduos com baixo comportamento sedentário e sem obesidade abdominal (Não obeso+BCS); ii) grupo de indivíduos com alto comportamento sedentário e obesidade abdominal isolados (Intermediários [Obeso+BCS ou Não-obeso+ACS]); iii) grupo de indivíduos com alto comportamento sedentário e obesidade abdominal agregada (Obeso+ACS). Devido a não normalidade dos dados, a comparação entre os grupos foi verificada pelo teste de Kruskal-Wallis, seguida do teste de Mann-Whitney, utilizado como post-hoc. Significância estatística (p-valor) foi pré-fixada em valores inferiores a 5% e o software empregado foi o SPSS versão 13.0. Foram avaliados 307 adultos, sendo 160 (52,1%) homens e 147 (47,9%) mulheres, com média de idade de 54,38 (8,29) anos. A prevalência de ACS foi de 22,1% (n=68) e de obesidade abdominal foi de 65.1% (n=200). Ao verificar a diferença entre os grupos, observouse que indivíduos classificados nos grupos Intermediários (mediana [diferença interquartil] R$ 108,06[247,28] vs R$ 55,15[128,25]) ou obeso +ACS (mediana [diferença interquartil] R$ 115,89[186,82] vs R$ 55,15[128,25]) apresentaram maiores gastos com medicamentos comparados ao grupo de indivíduos não obesos+BCS. Conclui-se que comportamento sedentário e obesidade abdominal, agregados ou isolados, são fatores de risco para aumento de gastos com medicamentos, entre adultos atendidos pela atenção primária de saúde pública. Apoio CAPES, FAPESP: 2018/06193-9

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