Artigo Anais CONACIS

ANAIS de Evento

ISSN: 2358-0186

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CONHECIMENTO DOS ASPECTOS FISIOPATOLOGICOS DA BRIDA AMNIOTICA

Palavra-chaves: BANDAS DE CONSTRIÇÃO, GRAVIDEZ DE ALTO RISCO, DEFEITO CONGÊNITO Tema Livre (TL) Enfermagem Publicado em 09 de abril de 2014

Resumo

INTRODUÇÃO: O crescimento e desenvolvimento do feto são influenciados por forças biológicas, ambientais e sociais. Perpassa, também, por padrões normativos como o crescimento físico, o aparecimento da competência motora, cognitiva e emocional (NEEDLMAN, 2002). Segundo o autor supracitado, uma das maiores preocupações no período fetal é relativa aos altos índices de mortalidade e morbidade, devido ao fato de que o crescimento e desenvolvimento podem ser afetados por fatores genéticos, socioeconômicos e ambientais. Dentre as possíveis anormalidades ocorridas durante o período embrionário, temos a Síndrome da brida amniótica, que segundo Pedroso (2005), correspondem a faixas membranosas que se estendem através da face interna da cavidade amniótica. Originam-se da provável ruptura do âmnion, sem injúria da membrana coriônica. Invadem esta cavidade podendo aderir-se a feto e/ou cordão umbilical. Sua etiologia ainda é desconhecida, sendo as mais aceitas as teorias intrínseca e extrínseca, a primeira foi proposta por Streeter que estabelece a ocorrência de um defeito no plasma germinativo com a ruptura vascular e alteração da morfogênese durante a fase da gastrulação. A teoria extrínseca, proposta por Torpin, sugere que ocorre a ruptura precoce do âmnio que proporcionaria o contato do feto com a superfície coriônica amniótica, advindo, então, a aderência dessa estrutura a vários segmentos fetais (NOGUEIRA, 2011). OBJETIVOS: O seguinte estudo busca a compreensão da fisiopatologia da brida amniótica, como também a identificação das principais lesões causadas pela mesma. METODOLOGIA: Foi realizada uma revisão bibliográfica documental de literatura científica atual, pesquisada em fontes mecânicas e nas bases de dados da BVS e SCIELO, com os seguintes descritores: Bandas de constrição, gravidez de alto risco e defeito congênito. RESULTADOS E DISCUSSÃO: A síndrome da banda de constrição congênita é uma patologia incomum e etiologia ainda controversa (PARDINI JR, 2001). Lobato (2008) a caracteriza como um conjunto de má formações congênitas que podem incluir desde pequenos anéis de constrição e linfedema nos dedos, até anomalias congênitas maiores envolvendo órgãos vitais no feto. Conforme Pardini (2008), esta possui uma variada gama de apresentação clínica, as quais variam de simples anel de constrição em dedos e artelhos, podendo estar presente amputações, sindactilia e/ou acrossindactilia (sindactilia fenestrada) a má formações associadas de face, cabeça e tronco como lábio leporino, anencafalia, encefalocele, hidrocefalia, microftalmia, toracoesquise, coração extratorácico e gastroesquise. A ruptura precoce da membrana amniótica é seguido por aprisionamento intra-uterino de estruturas fetais por cordões fibrosos mesodermal originários do lado coriônica do âmnio. Uma característica é a presença de bandas amnióticas em contato direto com partes fetais cujo movimento se restringe significativamente (RYU, 2003). Segundo Pedroso (2005), se o cordão umbilical estiver envolvido por elas, poderá ser estrangulado com posterior prejuízo circulatório ao concepto, e conduzi-lo ao óbito intrauterino. CONCLUSÃO: A brida amniótica é uma patologia rara, entretanto potencialmente fatal para o concepto, sua etiologia e fisiopatologia ainda não estão bem definidas. Esta encontra-se frequentemente associada com amputações intra-uterinas de dedos ou membros, podendo também haver envolvimento de tórax, abdômen e face.

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