Artigo Anais I CONBRACIS

ANAIS de Evento

ISSN: 2525-6696

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POTENCIAIS RISCOS PARA LACTENTES COM MÃES NUTRIZES EM TRATAMENTO ODONTOLÓGICO

Palavra-chaves: LACTAÇÃO, TRATAMENTO ODONTOLÓGICO, PRESCRIÇÃO MEDICAMENTOSA, REAÇÕES ADVERSAS Pôster (PO) AT-02: ODONTOLOGIA Publicado em 15 de junho de 2016

Resumo

Alguns fármacos administrados a mães nutrizes podem ser excretados no leite materno. A concentração de fármacos presente no leite geralmente é pequena. Entretanto, durante a lactação, deve-se evitar a administração de medicamentos que apresentam maiores riscos ou que não possuem dados disponíveis sobre sua segurança. Objetivou-se identificar os principais grupos farmacológicos que oferecem riscos ao lactente durante o tratamento odontológico de nutrizes através de uma revisão bibliográfica elaborada a partir da busca na literatura especializada e sites de buscas sobre o tema. Os fármacos foram classificados em uma tabela, trazendo as principais classes utilizadas na pratica odontológica. Foram encontrados 5 classes farmacológicas e 24 tipos de medicamentos. Entre as classes de fármacos identificados estão os anestésicos locais, sedativos e hipnóticos, analgésicos, antibióticos e anti-inflamatórios. Os sedativos e hipnóticos podem causar nos lactentes sedação, sucção débil e letargia, o uso dos analgésicos não-opióides e anti-inflamatórios não esteroides trazem riscos como anorexia, anemia hemolítica, petéquias, acidose metabólica, convulsões e síndrome de Reye. Analgésicos opióides causam sedação, apneia e constipação, a maioria dos antibióticos podem causar irritação, choro excessivo, distúrbios do sono, recusas das mamadas e rigidez de nuca, o uso dos anestésicos locais requer cautela devido à falta de dados sobre sua segurança e excreção no leite materno. Conclui-se que ao prescrever uma terapia medicamentosa para uma nutriz, deve-se avaliar a relação risco/beneficio optando sempre por um fármaco que seja seguro para o bebê. Ressalta-se a importância das informações farmacológicas que o odontólogo prescritor deve se respaldar, reforçando e difundindo condutas terapêuticas racionais com o intuito de evitar os efeitos nocivos no lactente.

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