Artigo Anais XII CONAGES

ANAIS de Evento

ISSN: 2177-4781

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“ESCREVIVÊNCIAS”: EVARISTO E A SUBVERSÃO DE GÊNERO EM INSUBMISSAS LÁGRIMAS DE MULHERES

Palavra-chaves: NARRADOR GRAMATICAL, SUJEITO SOCIAL, MULHER NEGRA, SUJEITO GENDRADO, SUJEITO GENDRADO Comunicação Oral (CO) Estudos literários, Gênero e Sexualidades

Resumo

Este estudo analisa a fala das protagonistas da coletânea de contos Insubmissas Lágrimas de Mulheres (2011), da ficcionista afro-brasileira Conceição Evaristo, a partir dos espaços periféricos em que a sua obra se insere, sejam eles o geográfico, o político ou o social , através da apreciação da escolha vocabular das personagens, que vai desembocar, ipso facto, em uma visão gendrada da mulher negra na contemporaneidade. A análise é desenvolvida através da perspectiva pós-colonial da falta de enunciação da subalternidade baseada em Gayatri Spivak, da relação entre discurso feminino e identidade social como defende Dina Maria Ferreira e da representação social da periferia segundo estudos feitos por Stuart Hall. Assim, este trabalho visa eminentemente a apontar a desconstrução feita pela autora do modelo metafísico da cultura ocidental, em que a mulher (com mais intensidade a mulher negra, semialfabetizada e indigente) não sabe traduzir em palavras o significado do seu cotidiano, sua mobilidade social e as suas relações sociais e de gênero. Numa forma toda original de “ler o mundo”, as personagens de Conceição Evaristo expressam em seus diálogos e monólogos traços valorativos e comportamentais que contradizem a etnografia monocentrista, demonstrando que nem sempre a marca linguística do narrador gramatical reflete o sujeito social, enquanto encenam o tema da opressão feminina sob uma perspectiva engenhosamente gendrada.

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