Artigo Anais IV CEDUCE

ANAIS de Evento

ISSN: 2447-035X

LINGUAGEM ESCRITA: O ARAME FARPADO DO PODER

Palavra-chaves: ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS, LINGUAGEM ORAL E ESCRITA, PRECONCEITO LINGUÍSTICO, SUJEITO DA ESCRITA Comunicação Oral (CO) / Oral Papers Submission Linguagem, Alfabetização e Letramento Publicado em 29 de junho de 2015

Resumo

O presente artigo discute o preconceito linguístico e o seu uso enquanto fator de desqualificação da variante linguística dos jovens e adultos, que buscam a escola tardiamente, através da Educação de Jovens e Adultos. Trata-se de um estudo que pretende identificar os principais fatores históricos que levaram à ideia de que existe “certo” e “errado” no uso da língua. A escola, enquanto espaço privilegiado de distribuição dos saberes, tem legitimado a prática do preconceito linguístico, ao desqualificar as diversas variantes existentes, ao ensinar a variante padrão. Busca-se refletir se essas discriminações são originárias do preconceito linguístico, ou de um preconceito social que historicamente, se caracteriza como preconceituosa. O acesso à norma padrão, transmite o poder para aqueles que a dominam, discriminando aqueles que não conseguem utilizá-la de forma competente. A discussão sobre a linguagem surge a partir da origem divina, passando pelo renascimento, até os dias atuais. O preconceito linguístico não existe, o que existe é o preconceito social, de classe. No início do século XX, Ferdinand de Saussure cria a ciência da linguagem, a Linguística. Anos depois, William Labov, inaugura a Sociolinguística, que vai estudar as línguas relacionando-as ao contexto social. Para a ciência não existe falar errado, mas falares produzidos na diversidade da cultura de origem dos falantes. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica de cunho teórico. Como referencial teórico trabalhou-se com as pesquisas de Marcos Bagno, Socorro Calháu, Victória Fromkin, Robert Rodman. Não há como negar a influência da prática pedagógica das autoras no contexto do trabalho.

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