Artigo Anais IV CEDUCE

ANAIS de Evento

ISSN: 2447-035X

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INVICTUS: CLASSE SOCIAL E RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS EM DEBATE NA EDUCAÇÃO FISICA ESCOLAR

Palavra-chaves: INVICTUS, RAÇA-ETNIA, CLASSE SOCIAL Comunicação Oral (CO) / Oral Papers Submission Minorias; movimentos e sujeitos sociais Publicado em 29 de junho de 2015

Resumo

Este trabalho busca problematizar, através do uso do cinema nas intervenções de uma pesquisa-ação, como os/as estudantes refletiram sobre questões relacionadas às desigualdades étnico-raciais e de classe social no esporte, apresentando o espaço da disciplina Educação Física como potencializador de uma educação intercultural e descolonizadora. Utilizamos o filme Invictus, que retrata a história pós-apartheid na África do Sul e seus difíceis desafios de reparação das fortes desigualdades sociais e preconceitos étnico-raciais, retratando Nelson Mandela e sua confiança no esporte, para reduzir drasticamente os graves problemas de desunião e desigualdades presentes na sociedade sul africana. O contexto esportivo se apresentava através da elitização do rúgbi, onde praticamente só brancos o praticavam, e, em contraponto, a popularização do futebol entre os negros, que refutavam de forma clara e incisiva tudo que vinha do rúgbi, símbolo histórico do período recém-acabado, refletindo suas negações através da própria torcida contrária à seleção do país sul-africano, demonstrando a resistência e a mudança do cenário. Utilizamos a técnica de grupo de discussão para problematizar com alunos e alunas de uma escola pública federal do Rio de Janeiro, questões mais amplas relacionadas às desigualdades étnico-raciais e de classe social no esporte. Dentre as respostas levantadas, destacamos a interlocução racismo, desigualdades de classe social e questões associadas à aparência física. Desta forma, discussões relacionadas às diferenças são importantes, pois devem dialogar com um contexto histórico que contribui para uma sociedade mais igualitária, inclusiva e que respeita as diferentes expressões, contrapondo-se a padrões essencialistas e eurocêntricos.

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