Artigo Anais IV CEDUCE

ANAIS de Evento

ISSN: 2447-035X

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AUTISMO E EDUCAÇÃO INFANTIL

Palavra-chaves: AUTISMO, EDUCAÇÃO INFANTIL, MEDIAÇAO ESCOLAR Pôster (PO) / Poster Submission Diversidade e Diferença Publicado em 29 de junho de 2015

Resumo

O conceito de educação infantil como direito social é uma questão abordada na realidade educacional brasileira no final do século XX, pois está baseado na Constituição Federal de 1988 em que a criança obrigatoriamente deve estar matriculada em creches e pré-escolas preferencialmente da sua comunidade. De acordo com Sarmento (2013), a ideia de infância é uma ideia moderna, sendo que grande parte da Idade Média as crianças eram simplesmente consideradas meros seres biológicos, sem estatuto social nem autonomia existencial (ARIÈS, 2011). Dessa maneira, essas crianças começavam a ter capacidade de trabalho, participação na guerra e até reprodução, sendo desse modo integrado rapidamente na adultez precoce. Os saberes periciais sobre as crianças constituem-se como balizadores da inclusão e exclusão na “normalidade” e exprimem-se em procedimentos de inculcação comportamental, disciplinar e normativa. Esses saberes originaram novas disciplinas constitutivas do campo da reflexividade social sobre a criança, com influência poderosa nos cuidados familiares e nas práticas técnicas nas instituições e organizações onde estão crianças. Destacam-se nesses saberes a pediatria, a psicologia do desenvolvimento e a pedagogia (ROCHA & FERREIRA, 1994). A abordagem pedagógica para o trabalho com autistas ou com deficientes na educação infantil enfatiza o direito de ser criança, poder brincar e viver experiências significativas de forma lúdica e informal. Assegura ainda o direito de ir à escola, aprender e construir o conhecimento de forma adequada e mais sistematizada, em companhia de outras crianças em sua comunidade. A educação infantil, nesse contexto, tem duas importantes funções: “cuidar” e “educar”. Cuidar tem o sentido de ajudar o outro a se desenvolver como ser humano, atender às necessidades básicas, valorizar e desenvolver capacidades. Educar significa propiciar situações de cuidado, brincadeiras e aprendizagens orientadas de forma integrada que possam contribuir para o desenvolvimento das capacidades infantis de relação interpessoal, de ser e estar com os outros em uma atitude básica de aceitação, respeito, confiança, e o acesso, pelas crianças, aos conhecimentos mais amplos da realidade social e cultural (BRASIL, 1998, pp. 23 e 24). A inclusão não depende do grau de severidade da deficiência ou nível de seu desempenho intelectual, mas da possibilidade de interação, acolhida, socialização, adaptação do indivíduo ao grupo e, principalmente, da modificação da escola para atendê-lo. Isso somente foi possível graças à disponibilidade da escola e dos profissionais de trabalharem juntos, de buscarem ajuda, de aprender a conviver com situações-problema, dificuldades de adaptação, interesse e níveis diferentes de desempenho escolar.

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