Artigo Anais IV CEDUCE

ANAIS de Evento

ISSN: 2447-035X

A CRIANÇA EM “FELICIDADE CLANDESTINA”, DE CLARICE LISPECTOR

Palavra-chaves: CONFLITOS INFANTIS, FELICIDADE CLANDESTINA, INFÂNCIA Comunicação Oral (CO) / Oral Papers Submission Educação e Infância
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Publicado em 29 de junho de 2015

Resumo

A ficção literária de Clarice Lispector é apontada pela crítica como uma das que rompem com muitas das tendências tradicionalistas, revelando que a autora tem concepções próprias e mais condizentes com as vigorantes na sociedade do século XX. Com base em tal prerrogativa, o presente estudo objetiva discutir como a criança se apresenta na narrativa literária clariceana, mais especificamente, no livro Felicidade Clandestina. Caracteriza-se por ser um estudo analítico-descritivo, baseado em pesquisa bibliográfica, focado no discurso literário da criança, esta observada em três contos de um mesmo livro de Clarice Lispector. O conflito é visto como o impasse provocado entre concepções, valores ou interesses da personagem infantil com os do mundo que a cerca, gerando, na criança uma situação de incômodo. Nos contos “Felicidade clandestina”, “A legião estrangeira” e “Os desastres de Sofia”, o conflito infantil, em geral, envolve a figura do outro, seja criança ou adulto, familiar ou não. São, via de regra, provocados por um motivo aparentemente banal, que chama a atenção da criança, leva-a a problematiza-lo, associando-o a temáticas universais como amor e ódio, vida e morte, inocência e culpa... Como é comum ao estilo literário clariceano, muitas destas personagens não chegam a receber nome próprio ou referência maior que as particularize. Compreende-se que essa ocorrência amplie as possibilidades de tomá-las como representativas de uma coletividade, a partir do que diz Bachelard (1996, p.15): “[…] a infância anônima revela mais coisas sobre a alma humana do que a infância singular, tomada no contexto de uma história familiar.” Em razão disso, a criança clariceana aponta para um perfil de infância muito mais próximo do real, constatável no cotidiano das sociedades, especialmente atuais. Tal perfil contrapõe-se frontalmente ao perfil de infância feliz e descompromissada, idealizada pelos românticos e pelas campanhas publicitárias.

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