Resumo Trabalho

PROLAPSO DE ÓRGÃOS PÉLVICOS E INCONTINÊNCIA URINÁRIA: AVALIAÇÃO DO PERFIL SOCIODEMOGRÁFICO E DA ATIVIDADE SEXUAL DE USUÁRIAS DE UM AMBULATÓRIO DE UROGINECOLOGIA

Autor(es): VIELCEKETLIN FRANCO VIANA e orientado por CAMILA TEIXEIRA MOREIRA VASCONCELOS

A Disfunção do Assoalho Pélvico (DAP) é condição clínica comum e responsável por significativa morbidade na população atingida. Uma vez observado aumento da prevalência de fatores predisponentes a essa entidade nosológica, tais como obesidade e envelhecimento da população, prevê-se que a demanda futura de cuidados de saúde relacionados à DAP aumentará 50% nos próximos 30 anos, firmando-se como um crescente desafio clínico e financeiro para o Serviço de Saúde. O presente estudo buscou verificar a influência que as disfunções pélvicas IU e POP tem sobre a qualidade de vida a fim de avaliar o perfil sociodemográfico e a atividade sexual de mulheres atendidas em um ambulatório de uroginecologia de um hospital em Fortaleza, Ceará. Pesquisa descritiva, transversal realizada em um hospital público de referência, que oferece atendimentos ambulatoriais, com equipe interdisciplinar (médicos, fisioterapeutas e enfermeiras), bem como tratamentos cirúrgicos e não cirúrgicos para as pacientes encaminhadas com disfunção do assoalho pélvico. Foram aplicados questionários validados específicos para a obtenção dos dados. A análise univariada foi realizada utilizando o teste de Mann - Whitney para dados não paramétricos contínuos e as variáveis categóricas foram avaliadas com teste de qui-quadrado. Foi assegurado o cumprimento das normas para pesquisas com seres humanos presentes na Resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saúde do Brasil. O projeto foi encaminhado ao Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) e aprovado com o número de protocolo 751.351. Das 376 mulheres incluídas no estudo, 309 (82,1%) completaram o questionário. Destas, 171 (55,3%) referiram atividade sexual nos últimos seis meses. As 138 (44,7%) mulheres que relataram ausência de atividade sexual eram mais velhas (Md:63/46, p= 0,00), tinham menos escolaridade (Md: 5,0 / 8,0; p = 0,00), eram mais propensas a estar na menopausa (91,3% / 28,8%, p = 0,00), pertenciam às classes socioeconômicas mais baixas (p = 0,01) e eram solteiras ou divorciadas ou viúvas (62,8% 26,6%; p = 0,00). Elas ainda relatavam um maior número de gestações (Md: 5,0 / 3,5; p = 0,00), partos vaginais (Md: 4,0 / 2,5; p = 0,00) e menor parto por cesariana (p = 0,00) (Tabela 1). O estágio anatômico do maior prolapso diferem significativamente entre mulheres com e sem atividade sexual (p = 0,00). Não houve diferença para o tipo de incontinência urinária por mulheres com ou sem atividade sexual (p= 0,11). As mulheres sem atividade sexual tiveram o maior estágio de prolapso em todos os compartimentos (p

Veja o artigo completo: PDF