Resumo Trabalho

DESAFIOS PARA A IMPLEMENTAÇÃO DAS AÇÕES DE SAÚDE MENTAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA ATRAVÉS DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA: REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA

Autor(es): ALINE BARROS DE OLIVEIRA e orientado por VALQUIRIA FARIAS BEZERRA BARBOSA

INTRODUÇÃO: A implementação das ações de saúde mental pelas equipes de Estratégia Saúde da Família (ESF) mediante sua articulação em rede pode ser vista como um formato mais propício de mobilização dos recursos comunitários contribuindo para materializar a Reforma Psiquiátrica. Justifica-se desta forma o intuito de enfrentar os desafios para a implementação das ações de saúde mental na atenção primária, propondo a mudança de paradigma no contexto da atenção à saúde, rompendo assim com o modelo biologicista tão influente ainda no cotidiano dos profissionais. OBJETIVO: Identificar os desafios para fortalecer as ações de saúde mental na atenção primária à saúde, a partir das práticas implementadas na rotina dos serviços. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, a presente pesquisa foi desenvolvida durante a vigência da Bolsa de Incentivo Acadêmico (BIA) apoiada pela Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (FACEPE). A busca foi realizada nas bases de dados LILACS, SCIELO e BDENF. Foram incluídos estudos entre os anos de 2007 a 2015, no idioma português e texto completo disponível. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Foram selecionados 17 artigos para compor o estudo. Identificou-se como principais desafios para a implementação das ações de saúde mental na atenção primária à saúde: a falta de capacitação, evidenciada em treze estudos; a formação deficiente dos profissionais (nove estudos), a limitação do conhecimento das equipes de saúde pode estar ligada a desatualização após a formação profissional e as modificações na assistência em virtude das transformações sociais e novos modelos de atenção à saúde. Os encaminhamentos em excesso (sete estudos), evidenciando uma desarticulação de ações, onde cada profissional faz sua parte, sendo citado como processo de “encaminhoterapia”, comprometendo assim a integralidade e a resolutividade. A demanda excessiva de usuários (seis estudos) que quando não organizada, combinada com a rotatividade dos profissionais, acaba gerando uma descontinuidade do tratamento, dificultando com isso a articulação da rede de cuidados. CONCLUSÃO: Os artigos incluídos na pesquisa evidenciam lacunas na abordagem sobre ações exitosas em saúde mental na atenção primária. Não se deve descartar a relevância de experiências bem sucedidas como o apoio matricial em saúde mental. Faz-se necessário a ampliação de estudos no contexto da atenção primária à saúde, uma vez que é a porta de entrada preferencial para o sistema e responsável pela coordenação do cuidado.

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