Resumo Trabalho

A POLÍTICA NA VIDA DE JOVENS DA PERIFERIA DE FORTALEZA-CE: COMPREENSÃO E FORMAS DE EXPRESSÃO NOS BAIRROS PARQUE SANTA FILOMENA E SÃO CRISTÓVÃO

Autor(es): SÔNIA PEREIRA e orientado por SÔNIA PEREIRA

Resumo do artigo: O presente artigo objetiva apresentar resultados preliminares da pesquisa “A política na vida de jovens da periferia de Fortaleza-CE: compreensão e formas de expressão nos bairros Parque Santa Filomena e São Cristóvão”, que tem sido realizada na Faculdade de Educação da UFC, no ano de 2017. A investigação parte de resultados de estudo anterior realizado com jovens do Parque Santa Filomena, participantes do Projeto Meninos de Deus. Este estudo pretende investigar o cotidiano desses e de outros jovens dos referidos bairros, que participam de projetos desenvolvidos pela ong Convida e no CUCA Jangurussu. Os jovens utilizam variadas linguagens para se expressar e o fazem através de roupas, música, atividades esportivas, manifestações artísticas, participação em redes sociais e em organizações sociopolíticas. Algumas perguntas direcionam a pesquisa: Considerando esse contexto, como se configura a política? Como ela ganha concretude e aparece como ação humana que se pauta na “busca do bem comum”, “na valorização do diálogo, do consenso e da comunicação”, onde o grupo ou a coletividade assume o papel principal? O objetivo do estudo é, pois, conhecer como os jovens pensam e atuam politicamente, neste momento em que as formas convencionais de atuação política vêm sendo questionadas pela sociedade, de um modo geral, no atual estágio do capitalismo, e pelos jovens, em particular. A abordagem qualitativa vem se realizando com a observação diligente da vida comunitária; oficinas e entrevistas com os jovens dos bairros mencionados, além de familiares, ativistas sociais; professores e diretores de escolas da localidade e imediações. A pesquisa identificou que a profunda desigualdade que indigna parte da juventude da região está sendo enfrentada de diversas formas; a indignação vem sendo expressada e a solidariedade vem sendo aprendida no dia a dia dos jovens, nos espaços de que participam, seja nas atividades culturais (grafites, pichações, rap, dança de rua, que são atividades componentes do hip hop); nas redes de movimentos sociais (Fórum de Jovens, coletivos) e nas manifestações por eles organizadas, reunindo elementos de sua presença no cenário da cidade. . .

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