Resumo Trabalho

ANÁLISE DO MONITORAMENTO DA GLICEMIA CAPILAR EM INSULINODEPENDENTES PARA PREVENÇÃO DE COMPLICAÇÕES RELACIONADAS AO DIABETES MELLITUS

Autor(es): MARINA SOARES MONTEIRO FONTENELE e orientado por GILMARA HOLANDA DA CUNHA

Resumo: O teste de glicemia capilar é uma forma de avaliação do nível glicêmico atual e instantâneo, o qual faz parte do monitoramento glicêmico, sendo essencial para o controle metabólico de pessoas com Diabetes Mellitus, prevenindo complicações. Assim, objetivou-se analisar o monitoramento da glicemia capilar em insulinodependentes. Trata-se de um estudo transversal, descritivo, quantitativo, realizado de janeiro a dezembro de 2015, com amostra de 80 pacientes insulinodependentes atendidos em uma Unidade de Atenção Primária em Saúde (UAPS) em Fortaleza, Ceará. Dados foram coletados através de formulário aplicado por meio de entrevista em ambiente privativo. Estudo aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Ceará. Após análise dos dados, a maioria dos participantes possuía idade igual ou superior a 50 anos, eram do sexo feminino, estavam aposentados e possuíam de 8 a 12 anos de estudo. A maior parte da amostra tinha Diabetes Mellitus tipo 2 e associavam hipoglicemiantes orais com a insulina. Sobre a realização do teste de glicemia: 70 pacientes afirmaram realizar o teste na residência, dois realizavam na UAPS, seis faziam o teste somente às vezes e dois relataram não realizar o monitoramento. Quanto a frequência que os participantes monitoravam a glicemia com o teste capilar, 14 afirmaram realizar uma vez ao dia, 13 faziam duas vezes ao dia, 14 realizavam três vezes ao dia, 10 relataram fazer mais que três vezes ao dia e 27 referiram realizar o teste algumas vezes na semana. Observou-se que a maioria dos participantes (69,2%) não fazia o monitoramento da glicemia capilar com a frequência recomendada pela Associação Americana de Diabetes para as pessoas com DM em uso de insulina. Portanto, é importante que haja educação em saúde direcionada a diabetes, para promover a autonomia dos pacientes, favorecer seu autocuidado para conseguir alcançar o controle metabólico, prevenindo complicações e, consequentemente, promovendo uma melhor qualidade de vida.

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