Resumo Trabalho

EFEITO DE DIFERENTES VOLUMES DE EXERCÍCIO FÍSICO AERÓBIO SOBRE A ATIVIDADE DAS ENZIMAS GPX E SOD NAS FIBRAS MUSCULARES GLICOLÍTICAS DO GASTROCNÊMIO DE RATOS WISTAR

Autor(es): MATHEUS FERNANDES MONTENEGRO E SILVA e orientado por ADRIANO CESAR CARNEIRO LOUREIRO

O sistema de defesa antioxidante enzimático, formado pelas enzimas Superóxido Dismutase (SOD), Catalase (CAT) e Glutationa peroxidase (GPX), é responsável por detoxificar as espécies reativas do oxigênio (ERO). As ERO possuem uma alta capacidade oxidativa, e quando produzidas de forma que exceda a capacidade do sistema de defesa antioxidante, ocorre o processo chamado de desequilíbrio redox (DR). O DR está associado a alguns distúrbios no tecido muscular, como a sarcopenia e distrofia muscular de Duchenne. O exercício físico crônico atenua o DR, adaptando o sistema de defesa antioxidante. Entretanto, essa adaptação pode ser modulada por alguns fatores, como a intensidade do exercício, o volume do treinamento, e o tipo de fibra predominante no tecido muscular. Dessa forma, o objetivo do nosso estudo foi avaliar o efeito de diferentes volumes de exercício físico aeróbio sobre a atividade das enzimas SOD e GPX nas fibras glicolíticas do músculo gastrocnêmio de ratos Wistar. Foram utilizados 24 ratos machos da linhagem Wistar com 60 dias de idade, mantidos em ciclo claro e escuro de 12h com água e comida ad libitum. Os animais foram divididos em quatro grupos: grupo controle (CON), sedentário (SED), treinado por uma hora (T1) e treinado por duas horas (T2), ambos os grupos contendo 6 animais. Os animais do grupo SED, T1 e T2 passaram por um período de oito semanas de adaptação em uma esteira adaptada, enquanto o grupo CON não realizou nenhum exercício físico. Após o período de adaptação, os animais realizaram um Teste de Velocidade Máxima (TVM). O TVM foi utilizado para separação dos grupos e garantir homogeneidade do experimento. Após o TVM, os animais do grupo SED foram mantidos sedentários e não voltaram mais para a esteira, enquanto o grupo T1 treinou por mais uma semana, uma hora por dia a uma velocidade de 1,2 km/h e o grupo T2 treinou por mais duas semanas duas horas por dia na mesma velocidade. A eutanásia foi feita por Dióxido de Carbono (CO2) e a porção do gastrocnêmio branco foi dissecada e armazenada em nitrogênio líquido e posteriormente a -80 ⁰C. A atividade da enzima SOD foi mensurada a partir do auto oxidação da adrenalina e lida em espectrofotômetro em um comprimento de onda de 480 nm. A atividade da enzima GPX foi mensurada segundo o protocolo descrito por Aebi. Os dados demonstraram um aumento significativo da atividade da SOD do grupo T1 comparado ao grupo CON (p<0,001), e do grupo T2 comparado ao grupo CON (p<0,01), como também, do grupo SED comparado ao CON (p<0,01). Houve um aumento significativo da atividade da enzima GPX do grupo T1, quando comparado aos grupos CON (p<0,01) SED (p<0,05). Dessa forma, concluiu-se que as enzimas SOD e GPX nas fibras musculares glicolíticas responderam de forma distinta ao exercício físico e o volume de treino foi um fator modulador da adaptação do sistema de defesa, o que gerou diferentes respostas nas duas enzimas.

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