Resumo Trabalho

ESTUDO DA VIABILIDADE DO USO DAS MASSAS ARGILOSAS USADAS EM OLARIA DO SUL DO CEARÁ-BRASIL PARA A PRODUÇÃO DE REVESTIMENTO CERÂMICO POROSO

Autor(es): ANGELA MARIA DE MENEZES SANTOS e orientado por ANA CANDIDA DE ALMEIDA PRADO

No sul do Ceará, região do Cariri, há um pólo de cerâmica vermelha produtor de telhas e tijolos. Este trabalho teve por objetivo analisar a composição química e mineralógica de massas usadas na fabricação de telha e de tijolos e suas respectivas características tecnológicas, com a posterior finalidade de testá-las como massa para a produção de revestimento cerâmico poroso. Duas amostras de uma dessa região foram analisadas, a primeira foi uma massa usada na produção de tijolos e, a outra, de telhas. Foram feitos ensaios de análise química por fluorescência de raios X, mineralógicos por difração de raios X, de plasticidade, reológicos e físicos. As amostras foram prensadas, queimadas em temperaturas que variaram de 750 a 1150ºC e tiveram suas características físico-mecânicas testadas. Os resultados determinaram que as massas argilosas são constituídas por caulinita, feldspato e quartzo, sendo que montmorilonita e/ou vermiculita está presente na massa do tijolo. Essa diferença composicional influenciou o comportamento plástico e reológico, a eficiência de moagem e a sinterabilidade das amostras. A massa argilosa do tijolo é mais plástica que a massa argilosa da telha, bem como a primeira não apresentou boa defloculação com a adição de silicato de sódio. Assim, a massa argilosa do tijolo apresentou baixa cominuição de suas partículas durante a moagem a úmido. Os valores de AA em todas as temperaturas de queima foram superiores a 10%. As retrações lineares de queima são semelhantes para ambas amostras queimadas na mesma temperatura. Porém, os corpos-de-prova da massa argilosa de tijolo submetidos à queima a 1150°C não apresentam boa estabilidade dimensional. Os resultados obtidos da analise de resistência mecânica à flexão, para todas as misturas, são muito baixos, e não seguem as especificações contidas na NBR 13818 para revestimento poroso do tipo BIII. Desta maneira, as misturas testadas são inadequadas para a fabricação de revestimento poroso, propondo-se estudos futuros adicionando outras matérias-primas.

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