Resumo Trabalho

A INTERVENÇÃO DO TERAPEUTA OCUPACIONAL COM USUÁRIOS ONCOLÓGICOS EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO

Autor(es): ESTEFÂNIA DE ARAÚJO ALMEIDA FREITAS e orientado por JOSEFA LILIAN VIEIRA

O presente estudo trata-se de um relato de experiência obtido no Programa de Residência Multiprofissional em Atenção Hospitalar com Ênfase na Saúde Mental do Hospital Universitário Walter Cantídio da Universidade Federal do Ceará (UFC). Os atendimentos da Terapia Ocupacional aconteceram nas enfermarias da Clínica Médica de Oncohematologia. A terapeuta ocupacional participa, atualmente, da equipe de referência da clínica oncológica, principalmente do Transplante de Medula Óssea (TMO), frequentando as sessões clínicas dos casos assistidos pela mesma equipe. O público é composto por adultos e idosos, ambos os sexos, com internação hospitalar. Por vezes ocorre uma internação de adolescentes e jovens adultos, porém não é o de maior frequência. Desta forma, realiza avaliação terapêutica ocupacional considerando os aspectos do desempenho ocupacional, isto é, aspectos físicos, psicológicos e sociais, pois todos esses componentes de desempenho e áreas ocupacionais podem estar afetados pelo processo da doença. No que diz respeito aos protocolos de avaliação, os mais utilizados na enfermaria são: Histórico Ocupacional; Montreal Cognitive Assessment – MoCA Teste e Medida de Independência Funcional – MIF. Sempre relacionado com o Desempenho Ocupacional (áreas, componentes e contextos do desempenho). Após avaliação é traçado um plano de acompanhamento terapêutico ocupacional para aquele indivíduo. Poderá a terapeuta ocupacional intervir também no ambiente, em uma proposta de diminuir os impactos ambientais nos comportamentos do mesmo, além de se colocar no papel de articuladora entre equipe profissional e paciente. Este plano terapêutico ocupacional é construído a partir da identificação da história ocupacional, do estudo das características de sua demanda, da análise sucinta dos materiais que podem ser utilizados nas enfermarias e suas aplicabilidades. As atividades realizadas nas enfermarias são diversas, sendo as mais comuns: expressivas, cognitivas, lúdicas, produtivas e de integração social. A ambientação das enfermarias com materiais de apoio durante a internação do tipo: leitura, música e filmes também são de grande interesse dos pacientes. No início da internação percebe-se uma resistência maior dos sujeitos, inclusive em descrever seus gostos e interesses, buscando o isolamento. Após esta fase, há uma aproximação com a equipe profissional, inclusive a terapeuta ocupacional, na construção do histórico ocupacional através da identificação de atividades significativas, rotinas, cotidiano, medos e desafios perante a doença e a internação. Apesar de toda a explanação sobre a intervenção terapêutica ocupacional na oncologia, ressaltamos que até pouco tempo não havia essa profissional na equipe e esta não é exclusiva da Clínica Médica Oncohematologia. Os recursos também são bem limitados ou não são de fácil higienização. Outro desafio trata-se do conhecimento da Terapia Ocupacional, principalmente entre os residentes médicos, que, conforme rodiziam, perde-se a compreensão da importância dessa profissional e o impacto no processo saúde-doença dos sujeitos acompanhados. Assim, a terapeuta ocupacional reinicia a sensibilização para que haja uma prescrição fixa em prontuário. Todavia, percebe-se uma evolução nesta clínica como o espaço conquistado nas sessões clínicas, a identificação de indicação para a profissional por outros membros da equipe, tais como: enfermeiros, psicólogos e fisioterapeutas.

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