Resumo Trabalho

MEDICINA E EUTANÁSIA: PROVOCAÇÕES BIOÉTICAS A PARTIR DO PENSAMENTO DE HIPÓCRATES E SÊNECA.

Autor(es): GRAZIELA SOARES FREIRE DA SILVA e orientado por EMMANOEL DE ALMEIDA RUFINO

Apesar dos avanços adquiridos ao longo dos séculos subsequentes e da revolução tecnológica e científica que o mundo vivencia até os dias atuais, ainda existe uma busca incansável para alcançar respostas acerca do acontecimento enigmático do que é morrer. A morte faz parte do ciclo biológico da vida, somos programados naturalmente para este acontecimento, apesar disto, buscamos initerruptamente retardar o processo do fim. Os grandes valores da vida podem-se originar da reflexão sobre a morte, de modo que, destacamos a importância da busca pela prevenção da doença e a conservação da saúde, como instrumento capaz de retardar o processo do fim. De forma que este artigo visa discutir o conceito de eutanásia diante do mundo moderno que busca desenfreadamente o retardo da morte, tendo por intuito apresentar o posicionamento de dois grandes filósofos acerca do seu entendimento sobre a intervenção humana no processo final da vida. A concepção de eutanásia (também conhecida como “homicídio piedoso”) refere-se ao adiantamento do instante onde a vida se dissipa, através de um protocolo médico motivado pela compaixão ao doente, que em sua pluralidade são terminais. O objetivo desse estudo é propor uma análise da concepção hipocrática de saúde em conjunto com o juramento médico proposto também por Hipócrates, onde versa acerca das atribuições que competem ao médico em contestação ao pensamento de Lúcio Aneu Sêneca que, por sua vez, propõe que não havendo qualidade de vida não deveria haver impedimentos para a intervenção da mesma, onde relacionaremos as discussões a respeito da eutanásia, da vulnerabilidade e autonomia que estão inerentes ao paciente. Como eixo epistemológico abordaremos algumas referências como a coletânea de artigos científicos encontrados na Revista de Bioética, concebida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), v.7, n.1; O código de ética médica também idealizado pelo CFM e o livro de Sêneca intitulado “Aprendendo a Viver” que é composto por uma série de cartas escritas ao seu amigo Lucílio sobre conselhos acerca da sabedoria adquirida durante sua vida. Concluímos que a vida é um bem inviolável, e que é atribuição do médico zelar por ela assim como preconiza a legislação vigente em nosso país.

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