Resumo Trabalho

RELAÇÃO ENTRE A CO-INFECÇÃO HIV/HPV E O DESENVOLVIMENTO DE LESÃO INTRAEPITELIAL EM MULHERES: REVISÃO INTEGRATIVA

Autor(es): AMANDA LUIZA MARINHO FEITOSA e orientado por CAROLINE MARY GURGEL DIAS FLORÊNCIO

INTRODUÇÃO: A infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) é um problema de saúde pública em função de sua gravidade. No cenário mundial da aids, mais de 34 milhões de pessoas têm HIV. As Américas Central e do Sul ocupam o quarto lugar com 1,7 milhões de pessoas infectadas. No Brasil, dados recentes mostram que 734 mil pessoas vivem com HIV/Aids (PVHA) até o ano de 2013, sendo a taxa de prevalência de 0,4% na população em geral. Estudos mostram que a infecção pelo HPV é um importante fator de risco para o desenvolvimento de lesões pré-neoplásicas e neoplásicas do colo uterino, com maior chance de desenvolvimento em mulheres com HIV, em decorrência da imunossupressão. OBJETIVO: Analisar a produção científica sobre a temática de coinfecção HIV/HPV em mulheres entre os anos de 2010 a 2014. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão integrativa.No intuito de sistematizar a revisão de literatura do presente estudo, adotou-se a seguinte pergunta norteadora: “Qual a relação entre a coinfecção HIV/HPV e o desenvolvimento de lesão intraepitelial cervical?” Os artigos que compuseram esta revisão integrativa foram selecionados entre os meses de fevereiro a maio de 2016, em cinco bases de dados: Literatura Latino- Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Scientific Eletronic Library Online (SCIELO), Medical Literature Analysisand Retrieval System Online (MEDLINE), SCOPUS e COCHRANE. Foram selecionados e analisados 36 artigos. RESULTADOS E DISCUSSÃO: A caracterização dos 36 artigos selecionados mostrou quanto ao ano de publicação que: 14 foram publicados no ano de 2014, representando 39% das publicações; 09 – representando 25% - no ano de 2012; 06 – representando 17% - no ano de 2011; 04 – representando 11% - no ano de 2013; 02 – representando 5% - no ano de 2015 e 01 – representando 3% no ano de 2010. A alta taxa de prevalência de HPV em mulheres com HIV, não está associada apenas ao fato da mesma forma de contágio, mas também, decorrente de uma resposta imune local ineficaz para eliminar o HPV. Além disso, as taxas de recidiva de lesões cervicais após tratamento também são elevadas nessas mulheres, quando comparadas às não infectadas. A recidiva parece estar relacionada ao estado imunológico, à carga viral do HIV, ao uso da terapia antirretroviral potente e à própria infecção pelo HIV. CONCLUSÃO: A prevalência do HPV em mulheres portadoras do HIV é maior do que as que não possuem HIV, apontando maior vulnerabilidade ao câncer do colo do útero devido à própria condição de imunidade deficiente para combater o vírus.Tais informações sobre a distribuição de tipos específicos de HPV e sua relação com o potencial carcinogênico são importantes para avaliação do comportamento destas infecções e lesões nessas mulheres.

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