Resumo Trabalho

A NÃO VIOLÊNCIA E A CULTURA DE PAZ NA PRÁTICA COM MÃES DE ALUNOS DA EDISCA: RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA

Autor(es): ANA PATRÍCIA DA SILVA MENDES PATON VIEGAS e orientado por KELMA SOCORRO LOPES DE MATOS

O artigo descreve a experiência realizada na EDISCA – Escola de Dança e Integração Social para a Criança e Adolescente, organização da sociedade civil, que concebe sua pedagogia dentro do conceito grego de Paideia: o desenvolvimento das diversas dimensões do ser. Essa abordagem integral possibilitou uma gama de conhecimentos ligados à construção da Cultura de Paz, a partir de encontros com mães de alunos, durante nove meses, estabelecendo relações profícuas de confiança e parceria. As metodologias utilizadas foram os Círculos de Construção de Paz – desenvolvida por Kay Pranis ( 2010) e a Comunicação Não Violenta (ROSENBERG, 2003). Cada encontro foi pensado de forma a possibilitar o desenvolvimento de um espaço de confiança, que se iniciou com o propósito de que ao refletir, a partir do compartilhamento de saberes, com o objetivo de (re) conhecimento e identificação dos percursos que foram tecidos conjuntamente na construção de ambiências de paz, essas mulheres fossem identificando e definindo de forma autêntica e segura para si mesmas, quais eram suas necessidades básicas, verificando se estavam sendo atendidas ou não e por quê. Este exercício permitiu que pudessem compreender novas formas de comunicar ao mundo seus pedidos e necessidades. Dentre os resultados do projeto estão a confecção do cordel O Livro da Vida, desenvolvido pelo poeta, repentista cearense Zé Maria de Fortaleza, por solicitação do grupo, além do estabelecimento de relações mais produtivas e respeitosas, incorporando o relacionar cotidiano, mudando posturas, trazendo consciência nas percepções de uma convivência mais saudável. O projeto aposta na educação para a paz ao cultivar as relações interpessoais, o empoderamento feminino, os valores onicompreensivos, as técnicas cooperativas, o lúdico, a utilização de círculos de cultura/assembleias, a relação dialógica, o método socioafetivo e a gestão democrática do grupo, aspectos gerais do modelo sociocrítico utilizado na Cultura de Paz.

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