Resumo Trabalho

CARACTERIZAÇÃO BIOMÉTRICA E BIOQUÍMICA DE VARIEDADES LOCAIS DE FEIJÃO CAUPI DO ESTADO DE CEARÁ PARA TOLERÂNCIA AO DEFICIT HIDRICO.

Autor(es): BRUNO DO NASCIMENTO SILVA e orientado por ROSILENE OLIVEIRA MESQUITA

O caupi é uma cultura de importância socioeconômica na região Nordeste, servindo de alimento e geração de renda para os agricultores. Dentre os fatores que reduzem significativamente a produtividade do caupi está o estresse hídrico provocado pela escassez hídrica. O presente trabalho teve como objetivo avaliar variedades locais de caupi quando submetida a diferentes níveis de estresse hídrico. O trabalho foi realizado em casa de vegetação, utilizando três genótipos (pingo de ouro-1,2; meia-corda e xique-xique) e três níveis de irrigação (irrigado, estresse moderado e estresse severo), sendo o delineamento inteiramente causalizado em esquema fatorial 3 x 3 (cultivares x estresse). Aos 32 dias o déficit hídrico foi imposto, sendo a primeira coleta aos trinta e cinco dias para o estresse moderado e trinta e sete dias para o estresse severo. Foram avaliadas as características biométricas e bioquímicas. Não houve diferenças significativas no teor relativo de água. A cultivar pingo de ouro-1,2 não apresentou incremento na altura com o aumento do déficit hídrico. Já a cultivar meia corda apresentou maior queda no crescimento com a evolução do estresse. O número de folhas não diferiu estatisticamente entre as cultivares, mesmo a cultivar xique-xique apresentando menor altura. Em relação a área foliar a pingo de ouro-1,2 apresentou valores constantes a cultivar meia corda foi altamente afetada pelo estresse hídrico. Não foi observado diferenças nos teores de massa seca nas diferentes cultivares. Quando se avaliou as características bioquímicas observou-se um maior incremento nos teores de prolina livre na cultivar pingo de ouro-1,2 em relação as outras cultivares quando submetidas ao tratamento de estresse hídrico severo. A cultivar meia corda apresentou a maior taxa de acumulo de solutos, porém ficando ainda inferior a cultivar tolerante (Pingo de ouro 1,2). Já os teores de carboidratos aumentaram de maneira discreta no pingo de ouro-1,2 no estresse moderado, não apresentando diferença entre as cultivares no estresse severo. Quando se avaliou o N-aminosolúveis, a cultivar meia corda foi a que mais se destacou, apresentando os maiores teores. Já a cultivar pingo de ouro-1,2 apresentou os menores teores desse parâmetro. Pode-se concluir que a cultivar pingo de ouro-1,2 confirmou seu padrão de tolerância em relação as cultivares testadas que se mostraram inferiores, com características semelhantes.

Veja o artigo completo: PDF