Resumo Trabalho

INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS NA POPULAÇÃO CARCERÁRIA FEMININA

Autor(es): LIA GOMES LOPES e orientado por CAMILA TEIXEIRA MOREIRA VASCONCELOS

A população carcerária apresenta uma alta prevalência de casos de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e o comportamento de risco relacionado ao uso de drogas e relações sexuais desprotegidas contribuem para o aumento do número de casos de tais infecções dentre a população. O objetivo desse estudo foi conhecer a prevalência de infecções sexualmente transmissíveis (IST) e o comportamento de risco de populações carcerárias femininas no mundo. Foi realizada uma revisão integrativa dos artigos publicados nas bases de dados eletrônicas PubMed/Medline, SCIELO, LILACS, Cochrane Library e CINAHL, utilizando os seguintes descritores no idioma inglês: “Prison”, “Women” e “STD”. Para avaliação e seleção dos artigos foram utilizados os seguintes critérios de inclusão: estudos sobre prevalência de IST ou comportamento de risco dentre a população feminina carcerária adulta. Os critérios de exclusão foram: estudos realizados junto a parceiras de detentos masculinos, ex-detentas, realizados junto a gestantes, prevalência sobre o uso de drogas ilícitas, estudos qualitativos, duplicidades, artigos que não apresentavam disponibilidade do texto na íntegra, teses, dissertações e monografias. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados sete artigos para a amostra final. Os estudos demonstraram que as populações carcerárias femininas no mundo apresentam baixas prevalências para IST, no entanto, apresentam comportamentos de risco elevados para a disseminação das doenças, sendo os principais: história de abuso sexual e violência, uso de drogas, parceiros usuários de drogas, múltiplos parceiros, alcoolismo e sexo desprotegido. Além disso, os estudos também apontaram que mulheres negras se configuram como o principal grupo admitido nos presídios e que as mesmas podem ter risco aumentado para contaminação de sífilis e HIV. As evidências dos estudos apontam para os determinantes sociais envolvidos na saúde da população carcerária no mundo.

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