Resumo Trabalho

O ATENDIMENTO PSICOPEDAGÓGICO PARA SURDOS NA PERSPECTIVA DOS ESTUDOS CULTURAIS

Autor(es): GERISON KEZIO FERNANDES LOPES e orientado por MARISA PASCARELLI AGRELLO

O estudo aborda a relação do psicopedagogo no processo de ensinagem de dois estudantes com surdez em uma Instituição de Educação Superior privada na cidade de Sobral – CE, enfatizando a parceria entre profissionais, família e estudantes no ambiente sócio educacional. Tendo como objetivo refletir sobre a ação psicopedagógica no ambiente educacional do sujeito surdo a partir de suas concepções de identidade cultural. Evidenciando que a Língua de Sinais atua como eixo central da relação pedagógica afirmando as pessoas surdas como indivíduos participantes da comunidade humana, permitindo a eles partilhar, ampliar o conhecimento socialmente construindo e exercer a sua cidadania. A Libras pode colaborar na comunidade escolar e na comunidade social para que elas se modifiquem e se abram para o surdo. Sua metodologia concentra-se em uma revisão bibliográfica sob a perspectiva da psicopedagogia como mediadora do processo de ensinagem, concepções sobre cultura e identidade surda e uma pesquisa de campo apresentando relatos de experiências vivenciados em dois estudos de caso, com intuito de interpretar a realidade que está sendo investigada. Quanto aos resultados, o estudo indicou que, o estudante com Identidade Surda, apesar de suas dificuldades no processo de leitura e escrita apresentava facilidade na socialização entre professores e colegas de curso, bem como bom desempenho nos estudos. O estudante com Identidade Flutuante, além de as dificuldades no processo de leitura e escrita apresentava dificuldades de socialização com professores e colegas de curso, bem como desempenho abaixo do esperado para os matriculados no curso. Concluímos que a contribuição do psicopedagogo no processo de ensinagem dos estudantes em questão se efetivará mediante o redimensionamento de ações familiares e do próprio estudante no sentido de acreditar no desenvolvimento de suas potencialidades, percebendo-se, primeiramente, como uma pessoa surda e não como um “deficiente”. E no desenvolvimento de ações didáticas pedagógicas que trabalhem o aprimoramento das estruturas cognitivas, afetivas e sociais, vislumbrando nessa perspectiva sua autonomia e independência.

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