Resumo Trabalho

O USO DA APRENDIZAGEM BASEADA EM PROBLEMAS – ABP COMO FERRAMENTA METODOLÓGICA DA MONITORIA DE SÁUDE COLETIVA

Autor(es): MAÍRA DOS SANTOS ALBUQUERQUE e orientado por ARISA NARA SALDANHA DE ALMEIDA

Um dos maiores desafios da educação é promover mudanças que acompanhem as transformações sociais, substituindo o ensino tradicional por novas abordagens metodológicas que oportunizem a capacitação crítica-reflexiva do futuro profissional. Nessa perspectiva, a Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP) trata-se de uma estratégia inovadora que visa à produção de conhecimentos individuais e grupais através de análises críticas e resoluções de problemas. Portanto, tal prática torna-se ideal para monitorias acadêmicas, uma vez que o aluno já tenha adquirido o conhecimento prévio a ABP irá instigá-lo a investigação e ao desenvolvimento de competências e habilidades, tal como a comunicação individual e grupal. Objetivou-se descrever a aplicabilidade da ABP durante as monitorias de Saúde Coletiva. Estudo descritivo sendo relato de experiência, vivenciado durante o primeiro semestre de 2017 na disciplina de Saúde Coletiva II, a qual aborda as atividades do enfermeiro na Atenção Primária em Saúde (APS), pertencente ao 6° semestre de Enfermagem de uma faculdade particular de Fortaleza/Ceará. A utilização da ABP durante as monitorias ofertadas semanalmente acompanhou o referencial teórico abordado em sala de aula pelo docente da instituição. Logo, observou-se o alcance de quatro etapas fundamentais que regem a aplicabilidade de tal ferramenta didática, em que primeiro escolheu-se um contexto real de APS vivenciado pelos alunos nos estágios, facilitando, assim, a identificação imediata do objeto de estudo. Em segundo, houve a organização do trabalho em pequenos grupos orientados pelas monitoras, em que era entregue um caso-problema que abordava, por exemplo, manejo ao paciente com diabetes. Em terceiro, os discentes iniciavam o processo de investigação, apropriando-se de informações transdisciplinares, uma vez que soluções de problemas reais não convergem apenas para uma disciplina. Igualmente, houve o estímulo a reflexão, a discussão grupal e a organização de ideias. Por fim, um representante de cada grupo compartilhava as soluções do caso resolvido pelo o seu grupo, caracterizando a última etapa da ABP. Tal momento era seguido da avaliação coletiva do desempenho na resolução do caso, das condutas acordadas e da postura do apresentador. Durante o desenvolvimento da didática foi-se perceptível o interesse mútuo dos alunos em resolver os problemas no aspecto biopsicossocial do sujeito envolvido no caso, que era sempre um cliente da APS. Igualmente, a reflexão-crítica em conjunto estimulou o trabalho em equipe e promoveu respeito pela opinião alheia, incitando discussões sadias em prol da tomada de decisão eficaz. A maior dificuldade apresentada se deu no momento da apresentação dos resultados, em que os alunos mostraram-se tímidos e inseguros quanto o falar em público. Desse modo, a ABP permitiu os alunos experimentar durante o semestre situações reais como futuros enfermeiros, empoderando-os como agentes transformadores da realidade social, assegurando-os das suas condutas perante práticas baseadas em evidências e ensinando-os a pensar diante das necessidades de saúde da população.

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