Resumo Trabalho

A CONTRIBUIÇÃO DOS MERCADORES NO PROCESSO DE LAICIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO NA BAIXA IDADE MÉDIA (SÉCULO XIV

Autor(es): RAIMUNDO CARVALHO MOURA FILHO e orientado por WITEMBERGUE ZAPAROLI

Durante a baixa Idade Média o ensino universitário e, em menor medida, o ensino secundário estiveram sob as influências da Igreja católica. Mas, sobretudo com as transformações econômicas e sociais ocorridas a partir do século XI, a ascensão dos mercadores na baixa Idade Média trouxe elementos diferenciados daqueles da concepção cristã feudal (ROMERO, 1999, p.24). A mentalidade do mercador, a busca por riqueza e pela glória, um nítido contraste com a concepção universalista da Igreja, não tardou em manifestar-se no processo de laicização da cultura. Com efeito, foi no ensino primário que a extensão dos interesses dos mercadores se manifestou declaradamente (LE GOFF, 1991, p.103-104). Diferente do ensino universitário e do ensino secundário – este último relegado principalmente às escolas episcopais - foi aí que os homens de negócios da Idade Média investiram, pois a educação dos filhos desde a mais tenra idade (sete ou oito anos) constituía-se como uma preparação para a futura profissão destes e, por extensão, a garantia da continuidade dos negócios da família. Assim, este artigo busca discutir a contribuição dos mercadores da baixa Idade Média no processo de laicização da educação na Europa Ocidental. Através do manual de comercio “La Pratica della mercatura” de Francesco Balducci Pegolotti datado do século XIV, discutiremos a necessidade, cada vez mais crescente pela complexidade e extensão dos negócios, dos mercadores em dominarem a escrita e as línguas vulgares. Nesse sentido, os filhos dos mercadores deviam receber uma educação voltada para as exigências do comércio, sua futura profissão.

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