Resumo Trabalho

A EDUCAÇÃO NO BRASIL: A SERVIÇO DE QUEM, DO QUE, E PARA QUEM?

Autor(es): ROSILENE DIAS MONTENEGRO

A presente comunicação oral propõe uma reflexão sobre a Educação, a partir dos conceitos formulados no trabalho de educadores, pensadores e gestores de vários países do mundo que constituíram a Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI, constituída pela UNESCO, e que atuou entre 1985 e 1995. O trabalho dessa Comissão Internacional durou uma década e resultou em um conjunto de orientações da UNESCO para as políticas de educação no mundo, e está registrado no relatório para Organização das Nações Unidas para a Educação (UNESCO). O relatório foi publicado em 1996 sob a forma de livro intitulado ‘Um tesouro a descobrir’. O objetivo desta comunicação oral é reflexionar sobre alguns dos problemas das mudanças recentes na política para a Educação no Brasil, particularmente no tocante às decisões políticas após o impeachment, que alteraram a essência de uma política de base filosófica inclusiva para uma política educacional que tende para o aumento ainda maior da exclusão social no país. Busca-se analisar as mudanças recentes na política educacional brasileira em contraposição às discussões e orientações do Relatório da UNESCO. Orientações que, já em 1985-1995, mostravam-se preocupadas e atentas às muito prováveis implicações de aumento de diferenças econômicas e exclusões socioculturais com o avanço da globalização, como resultado da força política e econômica do neoliberalismo. O relatório ‘um tesouro a descobrir’, aponta propostas para o que deveria ser a educação no século XXI: uma educação “como trunfo da humanidade”, voltada para “os ideais da paz, da liberdade e da justiça social”. Daí a importância de se refletir sobre os rumos que tem tomado a educação no Brasil: que interesses representa, a serviço de quem, do que, e para quem? As referências para a reflexão são tomadas principalmente das contribuições do livro “Um tesouro a descobrir”, identificando os pontos de convergência com o pensador brasileiro Paulo Freire. Serão utilizados além do relatório da UNESCO, livros, artigos científicos e matérias divulgadas na internet, em sites de órgãos públicos e em sites de instituições representativas de segmento docente e sociedades científicas.

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