Resumo Trabalho

AS ÁGUAS DO SÃO FRANCISCO: CULTURA E DISPUTA TERRITORIAL DO POVO KARIRI XOCÓ NA CIDADE DE PAULO AFONSO/BA.

TAINÁ MARIA DE OLIVEIRA SANTOS e orientado por LUIZ EUGÊNIO CARVALHO e orientado por LUIZ EUGÊNIO CARVALHO

A água é um dos elementos fundamentais para a sobrevivência de todos os seres vivos do ponto de vista material, mas também simbólico. De tal forma, é possível analisar a relação entre a cultura com o consumo e utilização da água de povos indígenas no Brasil de nossos dias. O estudo etnográfico pode claramente aproximar a visão sobre outros tipos de relação com a água. Ao retratarmos povos indígenas, ou outras comunidades tradicionais, é necessário diferenciarmos como os mesmos se relacionam com alguns elementos naturais, como a água, na manutenção de seus rituais fazendo referência a suas divindades. O principal objetivo deste trabalho é apresentar a situação de disputa territorial vivenciada pelos Índios Kariri Xocó na cidade de Paulo Afonso/BA, relacionando como tal afeta as práticas culturais às margens do Rio São Francisco. Assim, através de contato direto com os indígenas e reflexões teóricas existentes, Com o objetivo de identificar qual o significado da água para os índios, foi realizada a pesquisa em campo, no local em que hoje estão assentados os povos indígenas. Em entrevistas com alguns representantes da comunidade foram apresentados questionamentos que procurassem tornar registrados os principais rituais e significados que a água do Rio São Francisco (por ser o principal corpo hídrico do local) representava para o povo Kariri Xocó. Para isso, utilizamos de um estudo etnográfico por consideramos mais relevante par o desenvolvimento da nossa pesquisa. De tal forma, através do contato direto com os indígenas e com a utilização de algumas reflexões acerca da relação água e cultura este trabalho pretende trazer outra visão da importância deste elemento para o povo indígena do semiárido nordestino. O conflito territorial identificado vem sendo imposto por disputas judicializadas e acaba por interferir nas espacialidades da vida daquele povo, interferindo em suas práticas culturais na relação com seus lugares.

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