Resumo Trabalho

AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DO SOLO NO SEMIÁRIDO BRASILEIRO

ÉRIC GEORGE MORAIS, DANIEL NUNES DA SILVA JÚNIOR, ANNA YANKA DE OLIVEIRA SANTOS, GABRIEL FELIPE RODRIGUES BEZERRA e orientado por GUALTER GUENTHER COSTA DA SILVA e orientado por GUALTER GUENTHER COSTA DA SILVA

O objetivo desta revisão bibliográfica é apresentar uma discussão concisa sobre a avaliação da qualidade do solo em regiões semiáridas. Buscou-se identificar as limitações e particularidades para esta atividade em regiões de clima semiárido, abordando os principais indicadores da qualidade do solo que são utilizados. Durante muito tempo, o homem tinha o entendimento de que os recursos naturais eram ilimitados, estando a sua disposição a qualquer momento e, assim, utilizava-os de forma indiscriminada e inadequada, sem preocupação. Esse fato fez a comunidade científica voltar-se à preocupação com a qualidade ambiental e com a degradação dos recursos naturais. Foi então que, na década de 1990, surgem os conceitos a respeito de qualidade do solo, entendendo-se a importância do solo para a qualidade ambiental e a sustentabilidade dos ecossistemas agrícolas. A Qualidade do Solo (QS) pode ser definida como a capacidade que o solo possui em exercer suas funções na natureza, como por exemplo, funcionar como meio para o crescimento das plantas. O mau uso do solo caracteriza-se como a principal causa da degradação e perda de qualidade ambiental. A redução da matéria orgânica e, em seguida, alterações nas propriedades físicas, químicas e biológicas do solo são as principais consequências desse fato. Diversos trabalhos foram realizados no Brasil, na região Semiárido, visando avaliar a qualidade do solo em áreas manejadas, comparando-as com área em estado natual (matas nativas). Para muitos autores as amostras para realização de análises com fins de availar a qualidade do solo são, comumente, coletadas nas camadas superficiais do solo, geralmente de 0 a 10 cm. Frequentemente, a QS é analisada em função dos aspectos físicos, químicos e biológicos do solo. E as características comumente analisadas são: densidade do solo, densidade de partículas, porosidade total, macroporosidade, microporosidade, condutividade elétrica, saturação por bases, potencial hidrogeniônico, soma de bases, capacidade de troca de cátions, capacidade de troca de cátions potencial a pH 7,0, índice de saturação por sódio, argila dispersa em água, grau de floculação, matéria orgânica, condutividade hidráulica em meio saturado, estoque de carbono, resistência mecânica do solo à penetração, ponto de murcha permanente, macronutrientes e micronutrientes. O solo é um indicador das mudanças do sistema de produção como um todo, por isso é necessária à caracterização dos processos e das propriedades do mesmo, que interferem na sua capacidade produtiva. Assim, a análise desses aspectos é importante para melhorar os sistemas de manejo do solo. Os sistemas agrícolas que cultivam plantas intensamente sem o revolvimento do solo favorecem a QS, em razão de não quebrar as estruturas físicas formadas nem favorecer a perda de elementos químicos e matéria orgânica do solo.

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