Resumo Trabalho

USO RACIONAL DE PLANTAS MEDICINAIS NA ATENÇÃO BÁSICA: A EXPERIENCIA DA UNIDADE DE SAÚDE DA FAMÍLIA VILA BOA VISTA, RECIFE

Autor(es): EVANI DE LEMOS ARAÚJO, TAÍS DE JESUS QUEIROZ e orientado por EVANI DE LEMOS ARAÚJO

Este trabalho foi desenvolvido a partir da experiência de matriciamento em Fitoterapia em uma Unidade de Saúde da Família (USF) da cidade de Recife. Desde 2004 a rede municipal de saúde dispõe de serviços em PICs desenvolvidas pelo Centro Integrado de Saúde (CIS) - Gilherme Abath. Posteriormente as ações relativas às PICs passaram a ser oferecidas pela Unidade de Cuidados Integrais à Saúde (UCIS) Engenho do Meio e da equipe NAPI (Núcleo de Apoio as Práticas Integrativas). O NAPI atua prestando apoio matricial às Equipes de saúde da Família (ESF) para ampliação e fortalecimento da política municipal de PICs. Atualmente é composta por dez profissionais especializados em arteterapia, acupuntura, auriculoacumpuntura, yoga, fitoterapia, bioenergética, aromaterapia, shantalla, educação física e alimentação vegetariana. O objetivo deste estudo é descrever a experiência de matriciamento em Fitoterapia desenvolvido na USF Vila Boa vista na cidade de Recife. Foram realizadas 8 oficinas com a participação dos Agentes comunitários de Saúde (ACS) e comunitários, tendo mediação da Fitoterapêuta, integrante da equipe NAPI. As oficinas foram divididas em ciclos temáticos, envolvendo atividades praticas e teóricas. As atividades teóricas foram realizadas utilizando-se como metodologias rodas de conversas e exposições dialogadas. Foram incluídas nas atividades praticas a produção de tinturas, xampus, xarope e pomadas a base de plantas medicinais. Os principais desdobramentos estimulados a partir desta atividade foram a inserção dos ACS em outros espaços de formação sobre hortas comunitárias, a construção da horta comunitária no bairro de Vila Boa Vista, construção da horta da USF e articulação com escola da comunidade para uso da horta como espaço de prática. O principal horizonte pretendido a partir da experiência é que as plantas medicinais sejam efetivamente incluídas como opção terapêutica no cuidado aos usuários do serviço de saúde. Para tanto é necessário que o processo iniciado tenha prosseguimento com atividades de educação permanente nessa temática que incluam os demais profissionais das equipes e atividades de educação em saúde com os usuários da unidade, estimulando a troca de experiências e os cuidados cotidianos para manutenção em ampliação das hortas já criadas. Outra perspectiva importante é o estímulo a produção de mudas para a comercialização para a manutenção das hortas já criadas e como forma de geração de renda para os comunitários.

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