Resumo Trabalho

TERAPIA COMUNITÁRIA INTEGRATIVA COMO INSTRUMENTO DE CUIDADO PARA SAÚDE MENTAL DOS ESTUDANTES DA UFBA

Autor(es): JARBAS CARNEIRO MOTA, ANAMÉLIA LINS E SILVA FRANCO, RAVENALLA OLIVEIRA PINHO e orientado por ANAMÉLIA LINS E SILVA FRANCO

A Terapia Comunitária Integrativa (TCI) vem se tornando uma importante ferramenta de cuidado à saúde mental. Cada participante relata o seu tema/problema e depois é escolhido um deles para ser debatido na roda, dessa forma, nesse trabalho, serão analisados apenas os temas principais escolhidos de cada roda, que representam os mais importantes e que acometem com maior frequência o publico alvo. Partindo deste contexto, na tentativa de minimizar os transtornos mentais e criar um espaço de partilha do sofrimento e descoberta para universitários, foram ofertadas Rodas de TCI abertas para todos os estudantes de qualquer curso da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Sendo a TCI uma ferramenta ativa na escuta e acolhimento do sujeito e seus conflitos, tomada como instrumento de cuidado para saúde mental dos estudantes da UFBA, faz-se necessário analisar a experiência das rodas realizadas com esse público, sendo o objetivo desse trabalho. Será analisado o perfil dos participantes, fazendo uma estratificação por idade e sexo, bem como os temas (problemas) propostos pelos mesmos. Foram realizadas 20 rodas de TCI entre os dias 15 de outubro de 2015 e 29 de setembro de 2016 no Campus Universitário de Ondina na Universidade Federal da Bahia. Ao todo, participaram da atividade, 191 universitários de diversos cursos, uma média de 9,55 participantes por roda. Ao verificar os principais temas escolhidos nas rodas é nítido a existência de sofrimento psicológico e social de alguma ordem entre estudantes universitários, 30% apresentam problemas escolares, como déficit de aprendizagem, baixo rendimento ou sobrecarga de atividades avaliativas, conforme os relatos, promovendo a ocorrência de estresse em 25% dos universitários. No Brasil o primeiro estudo sobre saúde mental em estudantes universitários data de 1958, nele Loreto verificou que cerca de um terço dos estudantes da Universidade Federal de Pernambuco apresentaram sintomatologia neurótica, e dois terços, dificuldades de personalidade e padrões de reações emocionais inadequados (LORETO, 1958). Segundo Assis & Oliveira (2010), a vida universitária de um jovem necessariamente o faz pensar na importância que tem para sua família, que muitas das vezes o espera de longe, e para a sociedade que lhe faz o investimento e lhe exigirá o retorno deste saldo na proposição e no trabalho por condições de vida melhores e acessíveis a todos. Apesar de representar apenas 10% dos relatos, a dependência é um problema importante entre os universitários. Durante a vida acadêmica o consumo exagerado de bebidas alcoólicas e até o consumo de drogas é facilmente percebido entre esse público, pois é um período de novas experiências de sexo, bebidas e drogas, onde a existência de festas e a moradia coletiva podem ser fatores influenciadores dessa situação (BEVILAQUA et al, 2006). A partir desse breve relato percebe-se o quão são importantes estudos focados nesse grupo, dando-se ênfase às dimensões mais vulneráveis nessa fase da vida. A existência de programas de apoio psicológico ou iniciativas dessa natureza, representada pelo uso da TCI, para os estudantes é de grande importância para a sua saúde mental, objetivando diminuir o estresse, a ansiedade e dificuldades de relacionamento.

Veja o artigo completo: PDF