Resumo Trabalho

AURICULOTERAPIA EM ATIVIDADES COLETIVAS NA ATENÇÃO BÁSICA: A EXPERIÊNCIA DE UM NASF PARA AMPLIAÇÃO DO CUIDADO EM SAÚDE

Autor(es): BRUNA ESTEVES SAPORITO, GABRIELLA CARRILHO LINS DE ANDRADE

A auriculoterapia é uma técnica que se utiliza do pavilhão auricular como um microssistema, por meio de aplicação de sementes em pontos específicos para o tratamento de diversas questões de saúde-doença. Integra a Medicina Tradicional Chinesa, que compõe o escopo das Práticas Integrativas e Complementares (PICs) no SUS. Essas práticas ganharam reconhecimento ao longo dos anos e seu local preferencial de inserção tem sido a atenção básica (AB). Destaca-se o papel do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) para ampliação do cuidado por meio destas, principalmente com as atividades coletivas. Objetiva-se refletir a experiência da auriculoterapia em atividades coletivas desenvolvidas por profissionais do NASF em um Centro Municipal de Saúde (CMS) no Complexo da Maré, Rio de Janeiro/RJ. Foi a partir da formação em auriculoterapia da equipe NASF por meio de dois cursos distintos, um ofertado pela Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro e outro pela Universidade Federal de Santa Catarina, que se teve a possibilidade de implementar esta prática nas diversas atividades coletivas no CMS, como: Grupo de Tabagismo, com Agentes Comunitários de Saúde, Grupo de Reabilitação, Academia Carioca e Grupo de Alimentação. A partir da formação complementar realizada pela nutricionista, foi possível a reinserção da prática da Auriculoterapia neste cenário, demonstrando a importância da formação em serviço para diversificação do cardápio de serviços e cuidados. Neste sentido, foi possível notar maior adesão dos usuários às atividades coletivas com a implementação da auriculoterapia. Ainda que haja o reconhecimento dos usuários quanto ao efeito desta prática para questões específicas como: dores no geral, vícios, ansiedade, insônia e regulação do apetite, poucos profissionais do NASF têm conseguido dar continuidade à auriculoterapia nas atividades coletivas. Sublinha-se então a importância da formação em serviço para ampliação das práticas de cuidado na atenção básica. Esse trabalho reforça que o NASF contribui para esta pluralidade de ofertas na AB, e que as atividades coletivas são um dispositivo potente, tanto para alcançar maior número de usuários como para mobilizar sentidos no coletivo.

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