Resumo Trabalho

A EXPERIÊNCIA DO USO DE PLANTAS MEDICINAIS NA ATENÇÃO BÁSICA: O PAPEL DO AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE

Autor(es): MARIA ALICE BULHÕES DE FARIAS, TAÍS DE JESUS QUEIROZ, FERNANDA ELIZABETH SENA BARBOSA

Os ACS são considerados como sujeitos nucleares das ações da atenção básica, uma vez que conhecem as demandas e as vivências trazidas pela comunidade, potencializando o estabelecimento de relações mais próximas com os usuários do SUS. No entanto as ações desses atores no campo da prevenção e promoção da saúde são despotencializadas devido à desvalorização do seu trabalho por parte dos demais membros da equipe, pouca inserção na equipe, pouca escuta e apoio da equipe para o fortalecimento das praticas destes profissionais e também pela excessiva burocratização do trabalho, que reduz o seu potencial criativo (MACIAZEKI-GOMES et al.,2016; BORNSTEIN et al.,2014). Entretanto, devido ao histórico de luta para a inserção das praticas de Educação Popular em Saúde no município de Recife, atrelado ao fortalecimento da pratica educadora do ACS é possível observar experiências em que os ACSs desempenham um importante papel para o desenvolvimento e articulação de ações no campo da Educação Popular em Saúde e Práticas Integrativas e Complementares. O objetivo desse trabalho é descrever o papel do Agente Comunitário de saúde na experiência de uso racional de plantas medicinais na atenção básica em uma USF da cidade de Recife. O pontapé inicial das ações foi realizado a partir de atividade de matriciamento do uso racional de plantas medicinais, ministrado por profissional fitoterapêuta. A formação ocorreu em oito oficinas, divididas por ciclos temáticos, incluindo os ACS e os comunitários. As oficinas foram constituídas de atividades teóricas e praticas. Os desdobramentos a partir das oficinas foram desenvolvidos pelos ACS da unidade. Dentre estes estão a participação em curso de formação sobre hortas comunitárias, a construção da horta comunitária no bairro, a construção da horta na USF, a articulação com equipamentos sociais do bairro (escola) para uso da horta comunitária como campo de pratica, a constante troca de experiências para o uso racional de plantas medicinais no cuidado à saúde no território, a mobilização dos comunitários para cuidado e manutenção da horta, o estímulo a produção de mudas como atividade de complementação de renda, por parte dos comunitários. Dito isso conclui-se que ao ACSs possuem um papel fundamental no resgate do uso ancestral de plantas para os cuidados em saúde no território e na orientação quanto ao uso racional dessas plantas.

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