Resumo Trabalho

OS BENEFÍCIOS DA PRÁTICA DE SHANTALA PARA OS BEBES DAS MÃES PRIVADAS DE LIBERDADE: RELATO DE EXPERIÊNCIA

Autor(es): ZENILVA MIRIAN SOARES FERRO , SILVANA PATRÍCIA FIGUERÊDO SILVA MONTEIRO

A utilização de Práticas Integrativas e Complementares (PIC) vem surgindo como um novo desafio bastante crescente nos serviços da Atenção Primária à Saúde (APS). Trazendo novas opções de atendimento e muitos benefícios sem aumentar os custos operacionais. Algumas práticas já estão sendo consideradas como uma alternativa para o tratamento de determinadas patologias. Entre elas: “Acupuntura”, “Reiki“, “Práticas Corporais”, “Homeopatia” e a “Shantala”, a massagem em bebês e que traz benefícios tanto para a mãe quanto para a criança. O objetivo dessa experiência foi demonstrar a técnica e os benefícios dessa prática, facilitando as mães à lidarem com os frequentes episódios de choro dos bebês referente às cólicas intestinais, bem como, estimular a afetividade entre mãe e filho. As atividades ocorreram na Colônia Penitenciária Feminina do Recife – CPFR, entre os meses de julho a dezembro de 2016. Participaram dessa experiência 06 mães e seus respectivos bebês, que foram assistidos por uma enfermeira da equipe de saúde da penitenciária. Quanto aos resultados foi observado que as massagens abdominais melhoraram a eliminação dos gases, trazendo equilíbrio no funcionamento intestinal aliviando dessa forma os desconfortos ali existentes. Bem como, a me¬lhora no padrão do sono, tranquilidade e relaxamento. Além do que foi relatado pelas mães em relação ao fortalecimento do vinculo afetivo entre mãe e filho. No Ministério da Saúde em relação à saúde da criança, o enfoque está mais voltado para o controle de morbidade e mortalidade materno-infantil. Queixas de aspectos subjetivos, raramente são valorizadas. Cabe ressaltar e compartilhar esta intervenção de um profissional que pode ser mobilizada por novas técnicas e práticas integrativas para melhoria da saúde e bem estar da criança. Pode-se concluir que a shantala não só favoreceu a uma melhor interação entre mãe e filho, mas diminuiu as queixas referentes às cólicas intestinais dos bebês, tão constante nessa fase. Também favoreceu para uma abertura de exposição dos sentimentos das mães em relatarem suas angústias, medos e preocupações.

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