Resumo Trabalho

A UTILIZAÇÃO DE CHÁS COM PLANTAS MEDICINAIS COMO PRÁTICAS INTEGRATIVAS: RELATO DE EXPERIÊNCIA

Autor(es): MARIA CLEIDE ARAUJO DE MEDEIROS MORAIS, LUCIANA CARLA SILVA RAMOS DE CARVALHO, MARIA DIJANIRA TAVARES DE ANDRADE, ANTÔNIO MORAIS JALES

As plantas (ervas e árvores) medicinais são utilizadas pelo ser humano desde muitos anos atrás. As pessoas foram descobrindo, observando e experimentando maneiras de enfrentar os males que acometiam a população. A troca de saberes, experiências e seu registro, proporcionaram com o passar dos séculos, um grande acervo no que se refere ao uso de plantas medicinais. No ano de 2006, foi implantada no Brasil a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde (SUS), visando estimular mecanismos alternativos de prevenção desses agravos por meio de tecnologias eficazes e seguras (BRASIL, 2006). Os profissionais de saúde, em especial os da Estratégia Saúde da Família (ESF) que abrem espaço à população para a utilização dessas prática promovem a valorização do conhecimento popular/tradicional das comunidades sobre o uso medicinal das plantas, aumentando a autoestima dos indivíduos e do coletivo (BRASIL, 2012). Nesse contexto, este trabalho objetiva relatar a prática vivenciada pelo grupo de idosos da comunidade Barrocas- Mossoró/RN, que já existe há seis meses, e as responsáveis são as enfermeiras das equipes ESF 119 e 131 da Unidade Básica de Saúde Doutor Ildone Cavalcante de Freitas, onde foi realizado uma atividade a respeito do conhecimento e uso de plantas medicinais pelos mesmos. A intervenção aconteceu na Escola Municipal Celina Guimarães, participaram cerca de quinze idosos, duas enfermeiras e dez Agentes Comunitários de Saúde. Os idosos da comunidade foram organizados em círculo para estimular a participação de todos e ter conhecimento do entendimento prévio dos mesmos sobre a temática. A discussão se deu quanto ao uso racional de plantas medicinais, abordando tipos de chás, suas funções, posologia, indicações e contraindicações, além de ser uma terapêutica complementar para algumas enfermidades. Utilizou-se cartazes, foram anotados alguns pontos a serem debatidos, de acordo com colocações dos idosos, relacionando seus conhecimentos populares com o conhecimento cientifico acerca do assunto. Ao final da intervenção, realizou-se degustação de alguns chás, atentou-se para as contraindicações a portadores de diabetes e hipertensão arterial. Os resultados encontrados no presente estudo foram positivos quanto à participação e interesse dos integrantes do grupo, o que estreitou laços entre os profissionais e o grupo, possibilitando a troca de conhecimentos cientifico e popular, não percebeu-se nenhuma dificuldade na realização da atividade em grupo. À medida que os participantes relatavam os chás que utilizavam e seus benefícios, os profissionais explicavam as maneiras alternativas de tratamento e os chás que eram benéficos e maléficos de acordo com as patologias que os idosos apresentam.Plantas medicinais mais utilizadas por esta população são as referentes ao uso de chás (boldo, camomila, erva doce, erva cidreira, folha da laranjeira, quebra pedra, carqueja, hortelã, canela, louro, capim santo, chá verde, chá preto. A atividade serviu para os profissionais de saúde acompanhar o uso terapêutico das plantas, fazendo os idosos compreenderem que, mesmo sendo plantas, o uso em quantidade exagerada pode levar a quadros de intoxicação e até à morte, e também quais poderiam ser utilizadas de acordo com as patologias que eles apresentam.

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