Resumo Trabalho

PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES E A EDUCAÇÃO FÍSICA: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

Autor(es): MILENA DE OLIVEIRA AGUIAR e orientado por MARIA ISABEL BRANDÃO DE SOUZA MENDES

É fato que tem se ampliado os estudos referentes às Práticas Integrativas e Complementares (PICs), principalmente, em virtude da Política Nacional aprovada no ano de 2006. Todavia, existe a necessidade de saber como esses estudos estão vinculados à Educação Física. Portanto, o objetivo desta pesquisa é analisar como as PICs aparecem na produção científica da Educação Física. Trata-se de uma revisão bibliográfica desenvolvida em maio de 2016 em dois sistemas no Banco de Teses e Dissertações da Coordenação de Aperfeiçoamento Pessoal de Nível Superior (CAPES) e na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) com os termos: “Práticas Integrativas e Complementares” e “Educação Física” com o operador boleano AND e deveriam estar relacionados ao período de 2006 até 2016. Na BVS foram analisados 31 artigos, mas, entre os mesmos alguns se repetem ou não trabalham com práticas corporais, estando o termo Educação Física, às vezes, associado à equipe multidisciplinar. Além disso, há muitos que desvinculam das PICs e aliam apenas ao tratamento complementar ou promoção de saúde. Dessa forma, notamos que nos trabalhos acadêmicos encontrados predomina a metodologia de revisão de literatura; neles há uma discussão das PICs mais abrangente como questões sobre o uso e o cuidado das PICs em abrangência nacional e internacional. Apresentam as experiências das PICs no Brasil e sua influência na saúde mental e contribuem para divulgar essa abordagem da atenção primária a saúde. Já os artigos em inglês, a ênfase se encontra nas práticas corporais como medida terapêutica da Medicina Alternativa e Complementar (CAM); os exercícios como medida para redução da dor em pacientes ou como tratamento paralelo ao farmacológico. Já no BTD - CAPES identificamos apenas um trabalho que associa a Educação Física e o exercício físico aliado ao Qiong como terapia e tratamento para adultos diagnosticados com dor lombar crônica. Assim, constata-se que abordam as práticas corporais de modo mais abrangente, ao mesmo tempo em que apresentam a relevância da mesma. No entanto há uma insipiência referente a essa temática de estudo, principalmente, quando aliada à Educação Física e suas contribuições e afinidades para com as Práticas Integrativas e Complementares. Diante dos resultados encontrados apontamos a necessidade de investimentos em pesquisas relacionadas às PICs na Educação Física.

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