Resumo Trabalho

O SABER POPULAR EM SAÚDE: AS PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES EM UM GRUPO DE CONVIVÊNCIA PARA IDOSOS

Autor(es): PRISCILA GOMES MARTINS, ARIELLY LUÍZA NUNES SILVA, WALDIVINO GOMES FIRMINO, DAISE MARTINS DA SILVA e orientado por CALÍOPE PILGER

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2017 no Brasil o número de idosos é aproximadamente 25 milhões e a maioria são assistidos pelas redes de saúde. Um dos recursos de assistência em saúde ao idoso é a consolidação de Grupos de Convivência (GC), cujo objetivo é sociabilizar e cuidar da pessoa idosa. Uma das estratégias utilizadas para o cuidado são as Práticas Integrativas e Complementares (PIC) nos GC que possibilitam ao idoso a aproximação com técnicas e práticas de cuidado e autonomia com a própria saúde. Objetivo: descrever as experiências advindas de um projeto de extensão sobre a abrangência do saber popular em saúde dos idosos que participam de um GC com relação as PIC no seu cotidiano de cuidado. Metodologia: relato de experiência com discentes e docentes dos cursos de Enfermagem, Psicologia e Educação Física da Universidade Federal de Goiás/Regional Catalão (UFG/RC) que participam e estruturam um GC para idosos em uma Unidade Básica de Estratégia de Saúde da Família-UBSF, localizada no município de Catalão-GO. As atividades realizadas no GC incluem a observação participante e entrevistas feitas através de um roteiro estruturado contendo informações sociodemográficas e de saúde, além da aferição de Pressão Arterial Sistêmica (PAS) e avaliação do nível de glicemia capilar. Resultados e Discussão: no GC participam aproximadamente 18 idosos entre 60 e 80 anos de idade e as mulheres são as mais assíduas. As PIC foram trazidas ao GC para facilitar novos meios de prevenção às complicações de doenças crônicas já instaladas, viabilizando uma assistência integralizada, de baixo custo com aproximação aos saberes populares em saúde. Observou-se a formação de um vínculo forte com os idosos, discentes, docentes e equipe da UBSF através de atividades como: (re)socialização do idoso, rememoração de cuidados naturais em saúde relacionados à crença e religião, rodas de conversa, realização de atividades de alongamento e relaxamento, dobraduras em papel e apresentação das PIC com uso de técnicas diversas (fitoterapia, yoga, automassagem, meditação, danças circulares, musicoterapia). Analisou-se durante as atividades, a importância da antiga sabedoria familiar passada de geração em geração para o sujeito idoso, os quais se mostraram saudosos com as mesmas, houve a rememoração de histórias sobre o uso dos fitoterápicos ao longo de suas vidas, a cura de doenças que os afligiam, bem como o alívio dos sintomas. Conclusões: Percebe-se a importância de analisar o processo de envelhecimento de forma integral e singular, assim como valorizar alguns aspectos da velhice que carecem de um olhar mais ampliado. O saber popular está incluso nas PIC e este saber passa por um processo de (re)inserção na AB por meio do GC junto a outras ferramentas de cuidado. Trabalhar as PIC em um GC causou benefícios que promovem a saúde e melhoria da qualidade de vida, dão autonomia ao idoso em praticar algumas técnicas das PIC, oportunizam momentos de troca de saberes e experiências, demonstrando a importância em criar ambientes na AB que priorizem um olhar ao idoso de forma singular e coletiva.

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