Resumo Trabalho

APLICAÇÕES EMPÍRICAS E FARMACOLÓGICAS DA MENTHA X VILLOSA HUDS. (LAMIACEAE) (HORTELÃ MIÚDA).

Autor(es): MARIA DAS GRAÇAS MORAIS DE MEDEIROS, BRUNA BARBOSA MAIA DA SILVA, CAMILA SOARES DE ARAUJO e orientado por IGOR LUIZ VIEIRA DE LIMA SANTOS

O uso medicinal das plantas é um importante recurso empírico e etnobotânico no tratamento de diversas moléstias. A matéria prima dos medicamentos alternativos é retirada das plantas com a extração de compostos bioquímicos que possuem atividade terapêutica. O gênero Mentha destaca-se nesse contexto como uma planta de fácil cultivo e propagação, adaptando-se aos diferentes tipos de clima com componentes que possuem ação antibacteriana. A hortelã-miúda (Mentha x villosa Huds.) é uma das ervas mais consumidas em saladas, sucos ou como tisanes, palavra francesa para infusão de ervas, no nordeste brasileiro. A partir das folhas da planta o óleo essencial é utilizado em medicamentos tradicionais. O objetivo do trabalho é revisar as pesquisas sobre a bioatividade desta erva e como ela é utilizada na etnobotânica. A metodologia baseou-se numa pesquisa metódica de referências abrangendo o tema proposto e a consulta em bancos de dados como Scielo, PubMed e EOL. Foram encontrados 26 artigos no Pubmed e 20 no Scielo. Estes foram selecionados com uso do descritor “mentha x villosa”. Os resultados mostraram uma ampla aplicação etnobotânica e científica dessa espécie. De acordo com o NCBI a subfamília Nepetoideae, abriga a tribo Mentheae e o gênero Mentha com aproximadamente 40 espécies, dentre elas encontra-se a Mentha villosa Huds. Estas espécies caracterizam-se pela presença de óleos essenciais e antioxidantes fenólicos, principalmente ácidos hidroxicinâmicos com predominância do ácido rosmarínico e flavonóides, principalmente eriocitrina, luteolina e hesperidina. Os principais componentes voláteis do óleo essencial são mentol e mentona. In vitro, ela mostrou atividades antimicrobianas e antivirais significativas, fortes ações antioxidantes e antitumorais além de algum potencial antialergênico. In vivo, esta planta demonstrou um efeito de relaxamento no tecido gastrointestinal (GI), efeitos analgésicos e anestésicos no sistema nervoso central e periférico, ações imunomoduladoras e potencial quimiopreventivo. Apesar de tantas aplicações não foram ainda relatadas reações adversas ao tisane, sendo recomendado o cuidado em pacientes com refluxo GI, hérnia hiatal ou cálculos renais. Desse modo, dentro das práticas integrativas e complementares em saúde a hortelã se mostra bastante funcional e eficiente em diversos acometimentos necessitando de amplos estudos para delinear melhor suas funções a luz da ciência possibilitando inovações terapêuticas também no uso popular.

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